LiteraLivre Vl. 3 - nº 17 – Set./Out. de 2019
ao ser humano um carregamento de dúvidas, permitem-se que muitos estejam
entre extremos, porque suas mentes não conseguem digerir em qual das
doutrinas se apegar e confiar. Esse é o grande dilema com que se vive.
Só existe uma saída diante de tantas filosofias: crer que exista um único
Criador e que Este é infinitamente bom e justo. Se é justo, jamais desejará a
infelicidade dos que criou. O amor é sua tônica e, por esta palavra, entenda-se:
compreensão, fraternidade, solidariedade caridade, justiça, humildade,
sinceridade e fidelidade, etc. Daí se abstrai que, a morte, não é
assim algo tão
pavoroso e, sim, uma circunstância sobre a qual quiçá ainda
não
detenhamos a capacidade de compreendê-la, bem como é plenamente
incompreensível a semelhança e os atributos da divindade. É lógico que os que
partem deixam em seus entes queridos e amigos uma vacância que não há como
ser preenchida. Cada ser é insubstituível, pois cada qual tem em si
peculiaridades inerentes ao seu “eu”, ao seu caráter e à sua personalidade.
Ninguém é igual, apenas se parecem.
Que se lembrem dos que se vão com saudades, trazendo à consciência
somente os bons momentos e virtudes e o que hão deixado de herança no se
refere às boas qualidades as quais se deve copiar e vivenciar no dia a dia. É
possível que esta seja a missão do homem: viver bem e de acordo com as lições
da Divindade para que, num porvir que não é dado a conhecer, possa se usufruir
do Paraíso prometido. Aos que são maus, deve-se orar a fim de que, igualmente,
encontrem o caminho da verdade universal.
Enfim, é ter a certeza, só não se sabe como, de que um dia todos estarão
reunidos para o que se diz Vida Eterna e gozando da infinita felicidade a qual,
seguramente, o homem é merecedor.
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