LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
Flagelo-me constantemente por remissão de pecados
Cometidos a uma mulher precária de glorificações eternas.
Dobro meus joelhos para me aproximar ainda mais dela
Quando travo meus eternos monótonos com deus.
Juro, às vezes eu posso sentir as veias que ligam meu coração ao resto,
Pulsarem ao mesmo tempo que as mesmas proliferam em bom tom; saudades.
Há dias que nem pregos minhas têmporas
Com medo de perder algum ínfimo detalhe dela.
Se caso isso acontecesse,
Eu jamais me perdoaria.
Por vezes me sinto acovardada,
Exposta de falhas e pesadelos com uma ausência nunca antes sentida.
Nunca foi de mim expor tanto.
Alguns até dizem que tenho alma de poeta.
Acho engraçado até...
Pois a única coisa que eu consigo ser
São cacos afiados em solas expostas pelas prisões do tempo.
Um dia desses hei de fugir de mim
E quando minha liberdade cantar
Sobre as grades frias de minhas janelas,
Eu juro que vou correndo com toda a minha ressaca de amor senil
Aos braços dela.
Por hoje,
Tanto,
E para sempre.
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