Revista LiteraLivre 14ª edição | Page 45

LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019 Já bebi muito a tua falta, essa essência sofrida é uma armadilha de amor Mas quem vai limpar o chão depois que tu passas? As abstinências que chutam os baldes, os sopros de desafogos, as pétalas arrancada ao peito aos bocados Todo dia rego os canteiros com esse novo sentido de alucinação Estamos cheios um do outro, cheios no bom ou no mau sentido? Prefiro hoje tocar à noite, a minha canção preferida, do que sentir a vida, à dor de arder a noite toda sem solução O cheiro de anis é fatal, apenas o humor é uma ameaça à inteligência, eu sempre fui burro de fato, um animal comendo no teu quintal Sinto o cheiro da dor no final da rua, entre as ervas daninhas Sinto cheiro de ti, Sinto muito. 42