LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
Árvore seca
Conceição Maciel
Capanema- PA
As folhas caem aos poucos A velha árvore orvalhada.
Uma a uma, caem devagar E as folhas se indo aos poucos
Como gotas de chuva Caindo lenta e suavemente
Que molham ao luar. Ao som do vento mudo
Elas tocam o velho tronco No quintal agora sem sombra.
E voam pelo ar Que saudade ficou em meu mundo
Repousam suaves Da árvore que já não existe
No chão que ali há. Um vazio opaco ficou
Um ar bucólico as acompanham Na janela da casa triste.
Ao quintal da antiga casa E a visão ficou vazia
Sob o olhar na janela Já não existe o cenário visto
Que observa melancólico Pelos olhos daquela janela
Do seu refúgio, quem dera Admirados e agora tristes.
Elas
enfeitassem
o
chão
da
sua
Tombou carente a velha árvore
quimera. Na orfandade do quintal da gente
E os dias se passam apressados Deixou saudade e um espaço vazio
Da janela segue observando Mas deixou de presente uma semente
Os olhos já marejados No cenário melancólico, frio e carente.
Prevendo o que aguarda
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