LiteraLivre Vl. 3 - nº 14 – Mar./Abr. de 2019
Um dia ela escorregou
Quebrou o narizinho dela
Mandei chamar o Doutor
Pra curar o narizinho sem dor
E na casinha da árvore às vezes quando íamos dormir lá a vovó pegava os
cobertores, pipoca e ia dormir com a gente e aproveitava pra contar alguma
história parava a algazarra para ouvi-la, me lembro de algumas. Ai vai...
Todas as noites o leãozinho pedia pra mamãe contar-lhe uma história pra ele
dormir. A coitada da leoa contava e cantava e o leãozinho não dormia então a
dona leoa lembrou que o tantanzinho tinha medo da cuca, ela fez uma
musiquinha: Dorme bebê que a cuca vai chegar.
Papai tá cansado
Amanhã vai trabalhar.
E assim todas as noites quando a mamãe leoa queria dormir cantava a cuca
e o pestinha fechava os olhos, mesmo não estando dormindo com medo da cuca
deixava a mamãe em paz.
Outra era assim:
A onça tentava pegar a raposa e nada, um dia a onça teve uma ideia:
Reuniu os amigos e avisou que ia espalhar para todos sua morte, que eles
convidassem a raposa para o velório quando ela chegar perto para me ver eu a
coma.
A raposa desconfiada chegou devagar, pensou e pensou e perguntou. –
Amigo será que ela está morta mesmo?
- Sim. Responderam. Mais ela peidou?
- AHA por quê?
- Porque a onça quando morre peida, se ela não peidou ainda é porque não
morreu ainda.
A onça ouvindo isso soltou um peido.
A raposa saiu em disparada a correr antes que a onça a pegasse.
A vida era assim na Fazenda do Capim do vovô Felix Pereira Cardoso.
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