LiteraLivre Vl. 3 - nº 13 – Jan/Fev. de 2019
Trovas de dar pena
Aparecida Gianello dos Santos
Martinópolis-SP
I
Chuva e vento contra o ninho...
Vê, pois, que isso não mata.
Tem receio, passarinho,
é do homem, que desmata.
II
Em sua vida inocente
já comeu tanto jiló
que outro amargo já nem sente,
na gaiola, o curió.
III
Faz o jogo do contente,
na clausura, ave canora.
Faz que canta alegremente,
mas por dentro ela chora.
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