Revista LiteraLivre 13ª edição | Page 167

LiteraLivre Vl. 3 - nº 13 – Jan/Fev. de 2019 ponto específico da simulação que fora direcionada com dados paralelos de nosso universo. — A via láctea? — Perguntou o homem tendo um assentir positivo dele. Tão logo murmúrios se ouviram por todo auditório ecoando em tom temerário a surpresa da imprensa. Ao término da coletiva Dr.Forrest teve que retirar-se em meio a flashes e gritos histéricos de alguns ativistas que surgiram no auditório aumentando o clima de consternação das descobertas anunciada em jornais com grande destaque. Dias se passaram enquanto a simulação não era interrompida de modo a seguir linearmente uma cronologia ainda que defasada em escala em relação ao nosso universo. Forrest desacelerou deliberadamente a simulação de modo a acompanhar mais de perto o surgimento de microrganismos que em questão de horas se tornaram formas de vida complexa de modo gradualmente crescente como se algo estivesse impulsionado aquilo a uma direção de maneira inteligente ante seus padrões evolucionários aparentemente onipresentes em todo universo simulado. Forrest viu naquilo como se determinadas leis e lacunas preenchidas criassem uma fórmula tal capaz de debulhar uma inteligência em si ao atribuir na equação da simulação mais que o ocaso o que implicava em aspectos igualmente revolucionários a teoria do caos por realizar feitos surpreendentemente preditivos. Forrest então focou-se na galáxia em questão ao atribuir-se semelhanças gradualmente crescentes com a via láctea a medida que a simulação progredia. Quanto mais perto chegava a idade próxima a de nosso universo mais trechos dessa galáxia se assemelhavam com a nossa via Láctea de modo que com o tempo fora possível até mesmo identificar um sistema com as mesmas características do sistema solar onde habitávamos. Forrest e sua equipe agora estavam em igual perplexidade com os resultados atribuídos ao processamento de modo que após apenas dois dias fora possível perceber a mesma conjunção exata das estrelas e do sistema solar levando a equipe estupefata a focar-se agora no planeta identificado como Terra. O objetivo da simulação era responder questões sobre o próprio universo através de previsões, mas estava conseguindo superar as expectativas enquanto outros membros da equipe similarmente focavam-se em outros planetas onde a vida era um perturbador padrão emergente que parecia compelir ao surgimento de vida inteligência como num salto evolucionário praticamente misterioso, mas inequívoco. A simulação agora parecia nutrir mais de 6 yottabytes sendo necessária a criação de novos itens de armazenamentos baseado em cristais e mesmo em DNA em servidores refrigerados 24 horas por dia. Mais que a quantidade de todos os livros escritos na história humana ou todos filmes produzidos. 163