LiteraLivre Vl. 3 - nº 13 – Jan/Fev. de 2019
A partir disso o resultado emergente levou a uma recriação do universo
precisa e coesa numa contemplação correta com o observado pelos aceleradores
de partículas assim como na astronomia e astrofísica.
Disto surgiu numa simulação as primeiras estrelas e nebulosas ao reduzir
os bilhões de anos em horas de forma totalmente condizente ao descoberto pelas
observações dos mesmos. O frisson que se espalhou pelo mundo fora de tal
comoção que alguns passaram a se referir ao projeto de Forrest como uma
recriação simulada do poder de Deus ao darem luz a um universo inteiro
simulado em meio a probabilidades. As sombras de Deus, como passou ser
aclamado pela mídia levou a muitos protestos de pessoas o qual resistentes as
ideias pareciam aludir a possibilidades funestas a este programa em seu
noctígero processamento de modo similar ao ocorrido com os primeiros críticos
dos aceleradores de partículas.
Numa entrevista coletiva, Forrest, ao apresentar os resultados ao lado de
sua equipe agora laureado pelo Nobel de Física as recentes descobertas obtidas
pelo programa, mas que em tom de reprovação buscava acalmar os ânimos num
alento de que tudo aquilo não era real.
— Tudo está acontecendo mesmo que não sendo visto, apenas a
renderização e processamento gráfico que são feitos quando enviados
diretamente ao cérebro ocorrem. O cérebro artificial é induzido a comportar parte
do processamento em cumplicidade de forma a preencher as lacunas por indução
emocional. Mas no fim tudo não passa de bits e bytes só que numa escala de
Yottabytes o que nos compeliu a criação de novos sistemas de armazenamento
de memória.
— Até onde será levada a simulação? - Indagou um jornalista perplexo.
— Chegamos ao ponto crítico da simulação e os resultados são sem
precedentes. — Respondeu ele tomando um gole de água e prosseguiu
proferindo. - Aparentemente a simulação evoluiu a um ponto em que primeiros
microrganismos começam a surgir.
— Como assim? Quais dados foram alimentados o computador para isso? —
Interrompeu um outro jornalista.
— Nenhum. Aparentemente o universo era propício a vida de modo que
partículas combinadas deram lugar a moléculas e essas por sua vez a compostos
orgânicos. A física deu lugar a biologia e aparenta pipocar disto por vários pontos
do universo simulado o qual demonstrou também outros padrões perturbadores.
A simulação pode ter respostas para a origem da vida e o futuro do universo.
— Quais padrões Dr.Forrest? — Perguntou o mesmo jornalista alarmado.
— Aparentemente muitas das estrelas se aglomeram em formações e
padrões muito similares ao visto nos céus há alguns milhões de anos. Digo num
162