LiteraLivre Vl. 2 - nº 12 – Nov./Dez. de 2018
no vaso, vim dentro de casa, peguei uma máquina fotográfica e a fotografei
várias vezes. Assim provo que é verdade que a segurei.
Depois de acariciá-la soltei-a no vaso, novamente e dali alguns instantes
mais, ela voou livre.
Mais recentemente, creio que em fevereiro, ao ir na edícula, onde tenho a
máquina de lavar, vi uma borboleta totalmente grudada no chão molhado.
Pensei: Será que está morta?
Com a maior delicadeza que era capaz, desgrudei suas asas do chão e coloquei-
a em meu dedo indicador. Ela estava viva! Molhara as asas e o peso não a
deixava voar. Sentei-me ao sol e delicadamente comecei a assoprar suas asas
para que secassem.
Assim fiquei alguns instantes até que ela começasse a batê-las levemente.
Pronto, está em fase de recuperação pensei.
Fiz o mesmo que fizera com a oura. Coloquei-a a salvo em um vaso e vim
dentro de casa pegar o celular para fotografá-la.
Quando cheguei junto ao vaso ela já não estava mais. Tinha alçado voo rumo
ao céu. Não pude registrar essa visitante, mas fiquei feliz por ter conseguido
salvá-la. Era isso que importava.
155