Revista Janeiro Jornal Manauara - Janeiro 2018 PG | Page 4

Johnston acredita que a cultura está diretamente relacionada com propósito. Ele diz que tanto nos negócios como na política, as pessoas estão desesperadas para ter algo em que acreditar. "A empresa tem que ter um senso de propósito que não seja apenas desenhado para os funcionários verem, mas algo que possa ser discutido pelos times e que os líderes defendam." Johnston acredita que o engajamento só é alto quando as pessoas querem fazer parte de alguma coisa. "O senso de pertencer torna a mudança mais fácil, porque elas vão buscar oportunidades e não vão ficar só achando as coisas ruins durante o processo." No caso de uma aquisição, Johnston diz que é preciso respeitar os funcionários que estão entrando no negócio e entender o que já existe antes de promover uma grande mudança cultural. "É possível destruir bilhões de dólares do valor de uma compra por conta de problemas de liderança", diz. O executivo lembra que, em processos mal conduzidos, as pessoas simplesmente vão embora. "Existem muitos exemplos de dinheiro perdido." Sobre as transformações digitais, que vêm preocupando vários tipos de indústrias com a entrada de concorrentes e modelos de negócio inusitados, Johnston afirma que o processo segue o mesmo direcionamento. "O que as pessoas precisam é abraçar a tecnologia no trabalho", diz. Para tanto, é necessário que elas estejam convencidas de que isso pode ser bom para elas. "Mesmo com tantos dispositivos tecnológicos na nossa vida, com as mídias sociais e toda a mudança de comportamento que estamos vivendo, ainda temos que tomar decisões e elas têm que ser tomadas de uma forma emocional e racional. Os desafios continuam sendo esses", afirma. Quando a ideia é modelar a cultura para que a empresa entre em uma nova fase é preciso entender como as coisas funcionam. "Algumas empresas entendem que a diversidade não é o que elas querem, então demitem", diz. A empresa pode distribuir os novos códigos de comportamentos esperados para atingir seus novos objetivos. "Ela pode escolher agir de um modo destrutivo e não se importar com quem a pessoa era antes", diz. Existe um outro jeito de transformar as coisas, encarando o legado como algo positivo. "A companhia mantém as coisas boas porque existe uma história por trás dos negócios." http://www.valor.com.br/carreira/5227133/funcionarios-podem-destruir-os-planos-estrategicos-dos-ceos 4