REVISTA INÓCULO - 1ª EDIÇÃO Volume 1 | Page 31

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RESUMO
Este artigo visa mostrar o desenvolvimento ferroviário e as conclusões obtidas a partir da pesquisa realizada ao local, onde se buscou o desenvolvimento, revitalização e a evolução do sistema de transporte da cidade de Salto. A ênfase da pesquisa está em mostrar a necessidade da expansão da comercialização dos produtos, desenvolvimento das terras da cidade e a comunicação das cidades mais próximas. São abordados importantes temas como leitura, referências e interpretação do mesmo.
Palavras-chave: Patrimônio, Preservação, Revitalização, Arquitetura do Ferro.

REVITALIZAÇÃO- ESTAÇÃO FERROVIÁRIA

Por Daiane Ap. Soares da Silva, Érika Carneiro Peres, Giovana Camargo A. Rocha, Gustavo Henrique Santana, Tainá Duarte

Este artigo pretende abordar a realização de inúmeros

reajustes nos territórios, dando um novo estilo arquitetônico. Para tanto se definiu como corpus dessa pesquisa a estação ferroviária de Salto / SP, considerando temáticas de diferentes estilos e métodos de expansão de negócios e oportunidades de servir a população saltense e ituana. A Idea de progresso abriu caminhos para o avanço da modernidade no interior paulista, e reproduziram obras cuja presença criou novas formas de trabalho e sociabilidade. A Estação Ferroviária de Salto contribuiu para as primeiras tecelagens na cidade e também no desenvolvimento do setor comercial. A ferrovia atendia uma demanda muito grande das indústrias. O período da industrialização influenciou na arquitetura das estações, a utilização de diferentes tipos de ferro nas estruturas
e tijolos, seguiam o andamento da arquitetura inglesa. Costumavam utilizar o ferro, pois era resistente ao fogo, suportava uma grande quantidade de carga, podendo ser moldado e criar elementos decorativos.

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A matéria, a cor, e o calor dos tijolos envolvem e destacam a superfície lisa ou rendilhada dos ferros, resultado num grafismo que vibra delicadamente com a luz e dá suporte ao desenho e ás sombras da ferragem( COSTA, Cacilda Teixeira da. O sonho e a Técnica: a arquitetura de ferro no Brasil. São Paulo: Universidade de São Paulo 1994. 198 p.)

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PROCESSO DE REVITALIZAÇÃO A estação ferroviária de Salto foi inaugurada em 1873, como uma das estações pioneiras da então linha-tronco da Ituana, vindo de Jundiaí em direção a Itu. A partir de 1914, passou a servir ao ramal de Campinas. Já com edifício novo em 1898. Os trilhos da Companhia Ituana de Estradas de Ferro chegaram a Salto em 1870; porém foi instalado apenas um“ marco” no local onde seria realizada a estação. Depois de trinta anos desativada o espaço vai ganhando forma para receber o trem republicano, que fará ligação entre Salto e Itu. O projeto visa alavancar o turismo na região. Segundo o secretário municipal de desenvolvimento urbano, o local está passando por um processo de revitalização, visando preservar a arquitetura original do prédio, porém garantir a acessibilidade para os visitantes. Justifica-se este estudo pela necessidade de valorização dos meios de transporte da época, o que não parece estar acontecendo na realidade dessa então arquitetura do ferro. Atualmente as pessoas têm seus próprios meios de transporte, deixando de lado o passado e a memória.
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