REVISTA INÓCULO - 1ª EDIÇÃO Volume 1 | Page 30

Há no Museu da Energia, um espaço dedicado no jardim do sobrado chamado sítio arqueológico, pois durante o restauro que aconteceu no ano de 1998 e 1999 foi realizado uma prospecção arqueológica do local para identificação de objetos e a examinação do solo do sobrado. Mas, o deck que foi instalado no local para a ventilação do sitío arqueológico está em precárias condições, com madeiras soltas e vidros de proteção trincados colocando em risco os visitantes que ali passeiam para observar a fonte descoberta do sobrado no séc. XIX. CONCLUSÃO Concluimos que, o Museu da Energia de Itu necessita de atenção em todos os aspectos, tanto em relação à estrutura e a posição da Fundação Energia e Saneamento para a manutenção do museu na cidade. No mês de Agosto, saiu uma nota no Itu.com.br, portal de notícias da cidade, uma notícia sobre o comandato com a Prefeitura da Estância Turística de Itu com a necessidade da Prefeitura realizar a intervenção nos gastos do museu pois a Fundação Energia e Saneamento passa por uma crise intensa desde o ínicio do ano de 2016. Diante disso, tomamos como base a defesa da Carta de Atenas de 1931 para especificar alguns pontos do uso do Museu da Energia e a administração privada respeitarem essas normatizações em respeito à obra arquitetônica e a restauração necessária no edifício. Deixamos em observação que, caso o Museu da Energia fechasse as portas como o edifício não é 28 tombado e a cidade de Itu não tem um Conselho de Patrimônio formado, provalvelmente o edifício perderia todas as suas funções e a sua caracterização ficando desativado para o uso cultural ou como tudo que não é tombado na cidade, tornando-se um estacionamento para a burguesia que frequenta o Bar do Alemão. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS FIALHO, A. Veiga. A Compra da Light: o que todo brasileiro deve saber. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1979. HISTÓRIA & ENERGIA. Patrimônio Arquitetônico da Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo. 2ª Ed. São Paulo: Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, 2000. n. 8, 76 p. anual.