Relação com o poder público:
O poder público tem ciência do histórico da revolução, mas até hoje o projeto se virá e se
mantém com editais, com parcerias com CEPAGRO, a gente hoje é replicadores pelo Brasil
e na gestão comunitária a gente tem os produtos que são provenientes da compostagem,
então é o adubo líquido, o sabão com óleo de cozinha, sal temperado com orapronobis,
açafrão, temos a pimenta orgânica. Então a galera vai gerando renda com os pontos de
venda que a gente tem. O poder público neste ano [2018] vai ter estudo em parceria com o
meio ambiente e a COMCAP, que ficará dois anos com a gente na coleta de dados pensando
em um pagamento para o serviço ambiental. Isso viabiliza condições para as comunidades
que queiram estar participando desta revolução, que hoje o projeto não composta só
resíduos, ele composta vidas, trabalha com pessoas dentro da comunidade traz outros eixos
e outras possibilidades se preocupa com a questão social.
Resultados alcançados:
O projeto já compostou dentro da comunidade nesses últimos 10 anos 395 toneladas de
resíduos, trouxe a interação com a comunidade, o compromisso com o cidadão, nessa
sensibilização com a coleta dos resíduos de orgânicos, óleo ou trocas de roupas nos galpões
de brechó, a gente trouxe essa sensibilidade para a comunidade. Foi reconhecido como
tecnologia social, replicada dentro do projeto Minha Casa, Minha Vida pelo Banco do Brasil.
Eu vejo q o projeto trouxe muitos outros resultados na questão social social dentro da
comunidade, empoderando a se redescobrir e se reciclar diante das dificuldades de repassar
isso para a comunidade dos companheiros de luta, eu acho que o resultado que o projeto já
alcançou é hoje a gente estar ai, sendo estudo do Ministério do Meio Ambiente, estando
dentro do edital que contemplara vários municípios e ser essa base, dez anos de atuação
comunitária, de entender que é possível. Isso é um resultado massa!
A coordenadora do projeto ressalta
que, além da abrangência do
projeto em Florianópolis, esta
experiência já foi apresentada em
diversas comunidades na periferia
do Rio de Janeiro, por exemplo.
Por meio de uma emenda parlamentar a gente
vai levar 6 formações gratuitas para dentro da
comunidade, a rede foi criada para fortalecer o
movimento, estar dando apoio a essas pessoas
que querem estar iniciando tratamento, trabalho
com compostagem nos bairros. Quem tiver
interesse, tem as redes de compostagem
nesses 6 meses de atuação gratuita, após os 6
meses a gente promove rolezinho na
comunidade pra conhecer. A gente forma hoje
com a Escola Revolução dos Baldinhos,
envolvendo comunidades que queiram estar se
inteirando da compostagem. Quem tem o
interesse entra em contato, a gente coloca na
rede, se for no intervalo desses 6 meses é
gratuito, em outro período a gente tem um valor,
uma taxa de investimento, porque o projeto está
na luta buscando por gerar renda para os
envolvido. Hoje temos 32 cooperados no total,
12 no operacional.
https://www.youtube.com/watch?v=wJwTJ4CyDBc
https://cepagroagroecologia.wordpress.com/tag/revolucao-dos-baldinhos/
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