REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 9

Conhecendo a música Flopito: Desde moleque sua casa era inun- dada pelos CDs de música clássica do avô, que hoje fazem parte do seu repertório pessoal como músico. Até que o rock foi finalmente apresentado, por intermédio de um amigo que tocava em uma banda de metal. A paixão pela bateria começou aí e dos jogos como Gui- tar Hero. “Depois, montei uma bateria grando- na com utensílios de casa. Detonei pra cacete os tupperware e os livros de capa dura da minha mãe, furei os livros, de tanto que batia”, conta. Cadu: “Meus pais gostam muito de música e ouviam de tudo. Ouviam no carro e o que pegava para mim era a batida”, lembra. E daí temos mais uma vez o videogame: quando jo- gou o amado Guitar Hero em uma simulação de guitarra, pronto! Foi amor a primeiro acorde. Marco: Depois de tentar tocar violão quan- do tinha 13 anos, ele percebeu que não iria dar certo. Veio a ideia da banda e, de repente, estava no baixo. Matheus: Em uma família de músicos, mãe cantora e o tio que tocava violão, guitarra, piano e teclado, foi com uns 13 anos que se apaixonou pelos poemas por trás das músicas. “O CD do Legião Urbana, Mais do Mesmo, que explodiu a minha mente! Cara, que coisa fan- tástica! Quantas ideias o cara tinha na cabeça e quanta coisa conseguia passar”, relembra. E a partir daí, sua maior paixão na música é a letra e ver como ela pode tocar as pessoas. Influências Todos têm influências e gostos bem diferen- tes, o que reflete no som deles que, como eles mesmo dizem, não deve ser rotulado apenas como rock, pop rock, ou qualquer outra ver- tente. É o som que amam e acreditam. E ponto. Flopito: Como baterista, sua base é meta- leira. E já ouviu muito progressivo e música clássica erudita. Mas vê o jazz no piano como uma fase de mudança. Hoje, está ouvindo bastante o funk americano e até samba. “Eu pego um pouco de cada, para cada música uma influência diferente”. Cadu: Bebeu na fonte do rock clássico, bandas como AC/DC, Kiss e Avenged Seven- fold. “Mas tem o lado do blues, que eu tam- bém curto pra cacete, Billy King, Eric Clapton, George Benson. É uma mistura de tudo”. Marco: “O meu foco é o funk mesmo, o Ja- miroquai, Daft Punk também gosto muito”. Hoje em dia, também curte rock progressivo e Iron Maiden. Matheus: Gosta das letras. “As minhas in- fluências são os caras mais letristas, principal- mente. Renato Russo, Humberto Gessinger, Bob Dylan, bem essa galera”. Crescimento da banda A banda santista vem numa crescente cons- tante, principalmente depois do trabalho com o André Freitas, que amadureceu o som deles. Porém, acreditam que a maior dificuldade é a baixa quantidade de casas de show em Santos. Então eles vão além e já fizeram shows em São Paulo, Santo André e São Bernardo. “O nosso foco é São Paulo, já estamos com a bala na agulha, só falta puxar o gatilho”, conta Flopito. E eles relembram momentos em que sentiram que a banda estava crescendo: Flopito: “O mais bacana foi quando fizemos o show com o Fresno, uma garota mandou mensagem para a gente dizendo que estava procurando as bandas que iam abrir o show e curtiu muito o nosso EP. Depois nós a vimos na plateia, cantando tudo, de cabo a rabo”. Matheus: “Para mim teve uma situação que foi muito emblemática: depois de um show um cara, lá da ‘puta que pariu’, man- dou uma mensagem no Facebook dizendo que havia se identificado com a música, que era a música da sua vida, foi foda demais. Nós não o conhecemos, mas tocamos o cara! Ninguém faz música para si, a música sai da gente e atinge outras pessoas. Foi o maior re- conhecimento e eu até chorei nesse dia”. Sonhos para o futuro É fácil adivinhar qual o maior sonho em conjunto: viver de música. Conseguir compor o que querem, tocar para a galera e viver desse som, sem tocar mais covers. Eles estão no co- meço, mas acreditam que terão atingido seus objetivos quando realmente emplacarem as ideias, além do que já fazem: tratar um ao outro como profissionais. Agir com sinceridade e união para a banda chegar lá. “A gente não quer sucesso com mulherada nem nada disso. Até porque nem é o nosso perfil, é todo mun- do meio careta. Ninguém fuma maconha, ninguém enche a cara. Nosso foco é manter sempre o respeito, a humildade e a admira- ção um pelo outro”, diz Marco. Matheus resume os anseios de toda a banda: “viver de música para nós será uma realidade, daqui para frente. Larguei meu trampo e ago- ra oficialmente estamos todos envolvidos só com isso, vivendo disso e focados nisso. E a ideia é que nesse ano a gente passe a ser uma banda que já teve seu momento de cover, já viveu de música com cover, optou por não fazer mais isso, e esse ano vai arregaçar com seu som próprio”. EQUALIZE 9