REVISTA EQUALIZE - Nº 0 Revista TCC VERSÃO DIGITAL | Page 10
Foto: Lucas Campos
Hoje, tocam covers e autorais, mas em um futuro bem próximo, pretendem tocar apenas músicas próprias
1,2,3
U
HIT IT: Solta o som
m palco montado, seus próprios instrumen-
tos e um público desconhecido, mas que es-
tava disposto a ouvir música boa, parando
o que estava fazendo para cantar e se mo-
ver junto com a banda nos covers, e lançando olhares
curiosos a cada música autoral.
Esse é o retrato dos shows da banda Autêntica.
Como exemplo, podemos usar a quermesse Festa
Inverno, montada no meio do estacionamento da
Arena Santos, um espaço dedicado à competições e
shows esportivos da cidade. Afinal, os músicos veem
nesse tipo de evento uma ótima oportunidade para
tocar e ajudar em boas causas. Mas, todo show tem
um ensaio, e o desta banda, em começo de carreira,
é bastante curioso.
Cansados de desperdiçar fortunas para ensaiar, e
com uma graninha sobrando, eles investiram pesa-
do em tecnologia para criar um “mini estúdio” na
casa de Flopito. E mini mesmo. O espaço é bastante
apertado, mas o suficiente para aconchegar os garo-
tos e seus instrumentos. Estes, por sua vez, são todos
plugados em um notebook que capta o som como se
estivessem em um potente amplificador. Mas, para
quem está de fora, o som é mínimo e abafado. Assim,
não precisam de um local com abafamento acústico
e nem atormentam (muito) os vizinhos.
Em seus fones de ouvido, escutam todos os efeitos
que estão produzindo em suas armas de combate. O
som fica incrível, como num show. Perfeito e econô-
mico. Após as horas de ensaio, Cadu fica responsável
por guardar o material gravado e disponibilizar para
os meninos melhorarem o que julgarem necessário.
Tecnológico e eficiente.
Essa autossuficiência poderia ser um pouco menor
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na hora dos shows. Os próprios músicos plugam os
instrumentos e testam o som, bem como instalam
um sistema de retorno sonoro vindo do computa-
dor de Cadu – mais um investimento, os apare-
lhos são responsáveis por captar o som produzido
e devolvê-lo para os integrantes, a fim de ajus-
tarem algo que possa estar saindo fora do tom
durante o show.
Isso tudo é um reflexo da própria banda: dedi-
cados ao que fazem, eles são e agem como pro-
fissionais, possuem e investem sempre em equi-
pamentos profissionais para aprimorar o som.
Mas, como toda banda que surge no mercado,
os primeiros anos são difíceis, sem apoio, seja ele
financeiro ou de mão de obra. A não ser o dos
pais, que atuam até mesmo como roadies antes
do show.
É nítida a força de vontade desses músicos. Eles
querem, vão e fazem acontecer. Se continuarem
trabalhando assim, os veremos muito por aí e,
quem sabe, nas paradas de sucesso. O rock n’ roll
não está morto, não senhor.
Ficou curioso para
ver o ensaio?
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