Maria
Imagem: evgenyataman
comenta que “se a criança tiver informações
inadequadas, contato precoce com a
sexualização, falta de estrutura familiar e
pouco envolvimento escolar, maiores poderão
ser os fatores de riscos para que ela comece
sua vida sexual precocemente, porém cada
indivíduo tem sua particularidade”.
O apoio e supervisão dos pais é essencial
nesses primeiros anos de vida. É preciso que
os pais se mantenham atentos sempre aos
conteúdos que os filhos consomem na internet,
televisão etc. O papel que ídolos e influências
tem nessa fase é muito significativo e pode
transformar a vida da criança.
É importante também que a criança, fa-
mosa ou não, tenha uma rede de apoio que
possa servir de base confortável para casos
de assédio que podem surgir quando age uma
exposição maior. Chaves ressalta que “uma
rede de apoio é muito importante para auxi-
liar a criança a lidar com problemas emocio-
nais, resolução de problemas e independência
emocional, sem uma rede de apoio fica muito
mais difícil que ela consiga lidar com proble-
mas relacionados ao assédio”.
É sempre bom lembrar que o processo
de sexualidade e maturidade deve ser um pro-
cesso natural para todos os seres humanos,
sendo assim, a criança tem o dever apenas de
ser criança. A psicóloga Deborah Moss nos
lembra que “a infância é o período mais curto
da vida de um ser humano. A gente pode vi-
ver 80 anos, mas a infância sempre será curta.
Cada vez mais estão exigindo que as crian-
ças já entrem no mundo adulto antes do que
deveriam. A vida de uma criança é brincar,
é não namorar nem de brincadeira, é ter so-
nhos, é não se vestir ou se maquiar como um
adulto, é ouvir e assistir programas apropria-
dos para a própria idade, é não encenar co-
reografia sensual e, principalmente, a criança
precisa ser cuidada, respeitada e educada”.
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