Revista Elas nov. 2019 | Page 89

Maria Imagem: evgenyataman comenta que “se a criança tiver informações inadequadas, contato precoce com a sexualização, falta de estrutura familiar e pouco envolvimento escolar, maiores poderão ser os fatores de riscos para que ela comece sua vida sexual precocemente, porém cada indivíduo tem sua particularidade”. O apoio e supervisão dos pais é essencial nesses primeiros anos de vida. É preciso que os pais se mantenham atentos sempre aos conteúdos que os filhos consomem na internet, televisão etc. O papel que ídolos e influências tem nessa fase é muito significativo e pode transformar a vida da criança. É importante também que a criança, fa- mosa ou não, tenha uma rede de apoio que possa servir de base confortável para casos de assédio que podem surgir quando age uma exposição maior. Chaves ressalta que “uma rede de apoio é muito importante para auxi- liar a criança a lidar com problemas emocio- nais, resolução de problemas e independência emocional, sem uma rede de apoio fica muito mais difícil que ela consiga lidar com proble- mas relacionados ao assédio”. É sempre bom lembrar que o processo de sexualidade e maturidade deve ser um pro- cesso natural para todos os seres humanos, sendo assim, a criança tem o dever apenas de ser criança. A psicóloga Deborah Moss nos lembra que “a infância é o período mais curto da vida de um ser humano. A gente pode vi- ver 80 anos, mas a infância sempre será curta. Cada vez mais estão exigindo que as crian- ças já entrem no mundo adulto antes do que deveriam. A vida de uma criança é brincar, é não namorar nem de brincadeira, é ter so- nhos, é não se vestir ou se maquiar como um adulto, é ouvir e assistir programas apropria- dos para a própria idade, é não encenar co- reografia sensual e, principalmente, a criança precisa ser cuidada, respeitada e educada”. Imagens: Alamy Images 8 9