Carmen
A problemática da sexualização de
personagens acontece tanto com atrizes reais
quanto em animações, mais especificamente
as animações japonesas, conhecidas como
animes. A hiperssexualização de papéis fe-
mininos acontece com grande força nessa
indústria, principalmente em animações vol-
tadas para o público masculino – enquanto
o protagonista masculino é forte, destemido
e poderoso, as garotas têm atributos físicos
desproporcionalmente grandes, usam roupas
curtas e decotadas e servem unicamente para
apoiar o homem.
Para Lívia, o boicote a produções que
sexualizam as mulheres não pode ser tão efe-
tivo quanto o pretendido por muitos ativistas
ou amantes dos cinemas. “Quando falamos
sobre cultura de massa, o boicote de uma par-
te do telespectador ainda não é suficiente. É
preciso gerar diálogo e não impedir que as
pessoas vejam um entretenimento, pois mui-
tas vezes eles não sabem como isso afeta as
mulheres”, opina.
Ainda que o cenário pareça enraiza-
do, as mudanças estão acontecendo. “Duran-
te muito tempo o foco desses produtos de en-
tretenimento foi majoritariamente o homem.
Então fazia sentido essa representação em
filmes de heróis, em quadrinhos, em animes,
porque agradava o público-alvo. Como as
meninas, hoje, estão consumindo mais esse
conteúdo e muitas se incomodam com essa
representação das personagens femininas,
essa sexualização tem diminuído”, pontua
Gabi Xavier.
Algumas das sexualizações mais de-
correntes são:
Imagem: Reprodução / Colagem: Mayara Marques
Enquadramento dos seios, glúteos
e virilha - Quando a posição das câmeras,
ou as cenas, favorecem a captura de
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