mais variados “tipos” de mulheres. “A mu-
lher indefesa existe, a mulher dramática tam-
bém - não vejo problema em representá-las.
Mas as mulheres fortes, frias e grandes líde-
res também são reais e precisam ser mostra-
das igualmente em filmes, livros, desenhos...
Isso que é importante!”, reforça.
Sexualização
Enquanto a estereotipização atribui
às mulheres determinados papéis pré-estabe-
lecidos, a sexualização foca unicamente nos
atributos físicos delas, realçando e, por mui-
tas vezes, intensificando suas formas e cur-
vas. Mesmo que elas tenham uma posição de
relevância no produto audiovisual, acabam
ganhando atenção pelo seu corpo, e não por
suas outras características e feitos.
Mas esse não é o maior problema que
a sexualização das mulheres carrega. Esse
destaque e realce ao corpo feminino é feito
para agradar o público masculino, de maneira
erótica e quase pornográfica, em determina-
dos casos. A raiz desse problema é profunda,
e envolve todo o imaginário de que as mu-
lheres foram feitas para agradar sexualmente
aos homens. Essa objetificação as reduz sim-
plesmente a meros rostos bonitos e “corpos
gostosos”, feitos para apreciação nas telas.
Grandes decotes, seios saltados, qua-
dril fino, roupas coladas e provocantes. A
sexualização das personagens se volta para
um único padrão de beleza – o que, por si só,
configura outro grande problema – e redu-
zem essas mulheres, como se elas existissem
apenas para serem “gostosas”. Até mesmo
super-heroínas – como é o caso mais famo-
so, a personagem Viúva Negra, interpretada
por Scarlett Johansson, considerada um “sex
symbol” – perdem sua posição de poder e são
lembradas por seu corpo.
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