“Não é sobre caridade. É sobre justiça”
uma roupa. O motivo? Medo de sofrerem
algum tipo de violência (assédio verbal, as-
sédio sexual ou estupro). E se engana quem
acredita que os relatos das vítimas são apenas
em relação a estranhos. Segundo pesquisa re-
alizada pelo Datafolha (2017), das mulheres
brasileiras que já sofreram assédio, cerca de
6% foram vítimas em suas próprias casas.
As situações de violência tornam a
nossa vida em um constante estado de medo.
O tamanho da roupa ou modo como nos
comportamos estão sendo cada vez mais usa-
dos como “desculpa” para atos criminosos.
“Roupas decotadas, curtas ou ‘provocantes’
não são um convite para sexo”, desabafa Gio-
vanna. Para ela, “um estuprador vai estuprar.
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Imagem: Reprodução/Internet
Não importa se a vítima está usando uma bur-
ca ou calcinha e sutiã”.
Desde pequenas nós somos ensinadas
a como nos “protegermos”, a como devemos
“tomar cuidado” e nos comportarmos em
cada situação de nossas vidas (sendo exem-
plos disso as expressões “senta igual a uma
moça!” ou “você está agindo igual a um ga-
roto”). Mas, nós não somos o problema. “O
ideal seria que os homens fossem ensinados,
desde pequenos, a não passar dos limites com
uma mulher, não incomodá-la se ele não for
chamado para isso. Precisam entender que o
problema vem de quem faz, não de quem sof-
re”, afirma Eduarda.
Pois é, é o desejo de todas nós.