O bullying é um fator de risco!
A insatisfação com a aparência, na
grande maioria, começa desde a adolescência.
E os casos podem ser oriundos do bullying. O
bullying é um ato caracterizado pela violência
física e/ou psicológica, de maneira proposital
e constante de um indivíduo ou grupo contra
outro(s) indivíduo(s) ou grupo(s), sem
motivo claro. De acordo com uma pesquisa
feita pelo IBGE em 2016 sobre a saúde do
estudante brasileiro, o número de casos de
jovens submetidos a essa humilhação diária
está crescendo. A pesquisa feita pelo IBGE
mostrou que 7,4% dos alunos afirmam que na
maior parte do tempo ou sempre, se sentiram
humilhados por provocações. 19% dos
estudantes disseram ter zombado, intimidado
ou caçoado de algum de
seus colegas de escola.
Os principais motivos
de provocação foram a
aparência do corpo, 15,6%, e
a aparência do rosto, 10,6%.
“Sofri
bullying
por ser considerada ‘alta
demais’, tenho 1,84 desde
meus 16 anos e no ensino
médio os garotos me
zoavam por não ter altura
de ‘mulher’. No ensino
fundamental, eu sofria por
ter nariz grande, a galera me
chamava e se abaixava para zoar, justificando
que eles tinham que abaixar para o meu nariz
passar”, diz Geovana. Veronica Bonatto
Bonamin é outra vítima dos transtornos
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psicológicos causados pela aparência, do
bullying e das estatísticas: ela tem 18 anos e
já sofreu depressão e distúrbios alimentares.
“Não me sinto bem com o meu peso, apesar
de ter perdido 20 kg, não me sinto bem
em nenhuma roupa”, explana a jovem.
Redes sociais
influencer: são
e digital
responsáveis?
Achar um responsável pelo frívola
busca da aparência ideal é utópico. Assim
como afirma Luciana “é complexo, é um
caminho de mão dupla”, pois podemos
encontrar diversos agravantes, como o
bullying e os padrões de belezas reproduzidos
pelas mídias e pela moda, tangenciados
pela internet. Em pleno século 21, 90%
dos jovens brasileiros, entre 9 e 17 anos,
possuem pelo menos um perfil nas redes
sociais, segundo a TIC Kids Online Brasil.
Estes jovens serão os futuros frequentadores
de clínicas de estéticas e cirurgias
plásticas, índices que vêm
crescendo a cada ano. Portanto,
o que os adolescentes consomem
ao longo de sua formação são
imprescindíveis para se formarem
adultos
auto
suficientes.
Ambas as entrevistadas,
Geovana e Veronica, expõe
a insatisfação de não se
sentirem representadas no meio
das influencers, comuns da
plataforma instagram. “Aqui no
Brasil, a maioria das influencers
que eu vejo estão dentro do
padrão, e as poucas que não estão, entram
em dietas e mostram para as pessoas que
perderam 15 kg em 1 mês, sendo que,
muitas vezes, estão mentindo e escondendo