Laerte
frentado em relação aos estereótipos de gê-
nero é a contestação do corpo e da feminili-
dade dela enquanto mulher. “Contestar a
feminilidade de uma trans é algo que machu-
ca muito e as pessoas nem se importam com
isso”, relata Valkyria
Transexualidade?
O caminho percorrido por Valkyria, des-
de a infância até a hoje, é semelhante ao per-
corrido por muitas pessoas trans. Segundo a
psicóloga e pesquisadora, Patrícia Porchat,
a transexualidade é uma manifestação de
identidade de gênero em desacordo com o gê-
nero atribuído ao nascimento. “Quando o bebê
nasce, os seus pais o nomeiam como menino
Aline
a transição, no final do seu primeiro ano de
faculdade. “Eu comecei a me montar e tive
a certeza do que eu era e tomei a decisão
de que eu ia realmente seguir isso: que eu
era essa nova pessoa e que eu tinha que me
assumir enquanto essa nova pessoa”, conta a
estudante de Esucação Física.
Hoje, já tendo passado pela tran-
sição, Valkyria não tem receio de mostrar
quem ela é. No entanto, ela ressalta que:
“O preconceito, a transfobia e a LGBTfo-
bia sempre vão existir em qualquer lugar,
em qualquer espaço, em qualquer esfera so-
cial, então, é uma coisa que a gente tem que
aprender a lidar diariamente”.
Para ela, o principal preconceito en-
Valkyria Vonshiroder, mulher trans e
estudante de Educação Física na UNESP,
câmpus de Bauru
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