Carlota
mais ocupadas por mulheres, segundo o
dia de aula haviam no máximo 5 mulheres na
IBGE, são: empregadas domésticas em geral
sala, com as outras chamadas do Sisu foram
(95%); professores de ensino fundamental
entrando mais, agora devemos ser uns 30 ou
(84%); trabalhadores de limpeza em interior
35% da turma. Neste primeiro dia o professor
de hotéis, empresas edifícios e escritórios
pediu para discutirmos sobre um tema que se
(74,9%) e trabalhado-
tornaria objeto de uma
res de centrais de aten-
pesquisa cinética e eu
dimento (72,2%). Por
e outra mulher estáva-
outro lado, nas profis-
mos tão assustadas com
sões de ciências e in-
a quantidade ínfima de
telectuais, as mulheres
mulheres na sala que de-
têm maior participação,
cidimos escolher o tema
63%, mas recebem ape-
Mulheres no mercado
nas 64,8% do rendimen-
de trabalho em eco-
to do homem.
nomia. Nós juntamos
A Revista Elas
com mais três homens
conversou com a trei-
e dentre eles ouvimos
nadora Tatiele Silvei-
de um que a explicação
ra, técnica do time de
para isso é que mulheres
futebol feminino da
não sabem matemática
Ferroviária e a primei-
e procuram profissões
ra técnica a ganhar o título
que estejam longe disso”, co-
É
como
se
do Campeonato Brasileiro de
menta a aluna.
Futebol Feminino.
Mas, as diferenças não se limi-
houvesse um muro
“As
maiores
tam somente ao número de ho-
físico e psicológico
dificuldades são sempre
mens e mulheres que ocupam
tentando
nos
barrar
enfrentar o que eu chamaria
uma determinada área de atu-
de desconfiança. É o ponta-pé de entrar em qualquer
ação profissional, mas como
ambiente relacionado
inicial. É ter uma porta aberta,
existe toda uma construção so-
buscar trabalhar efetivamente
cial que faz a manutenção des-
a essa profissão”
no que a gente quer. Enfrentar
tes padrões e que muitas vezes
o normal, o preconceito e a discriminação
passam despercebidas para a maioria das pes-
de uma maneira geral, porque as mulheres
soas. “Outra situação foi quando fui comprar
sofrem esse problema, principalmente no
minhas roupas para trabalhar. Vi diversas lo-
esporte”, comentou
a treinadora,Tatiele
jas com ternos e gravatas e vendendo apenas
Silveira.
isso, mas demorei dias para encontrar uma
Lídia Silva, estudante de economia
loja que vendesse opções de roupas sociais
da Universidade Federal do Estado de São
femininas. É como se houvesse um muro fí-
Paulo (UNIFESP), campus Osasco, também
sico e psicológico tentando nos barrar de en-
relatou a dificuldade de estar em um meio
trar em qualquer ambiente relacionado a essa
majoritariamente masculino. “No primeiro
profissão”, responde Lídia.
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