afetados por essas questões, pois se você parar
para pensar para ser homem voce não pode
chorar, não pode demonstrar afeto, não pode
várias coisas que são funções humanas. É um
processo de desumanização”, disse Bruno. O
mesmo pensamento é compartilhado pelo
Bru Vatiero: “O feminismo é essencial para a
própria vida do homem. Como o machismo
interfere em diversas relações, ou seja, nas
relações afetivas, não sendo necessariamente
relações sexuais, muitos homens negam a
questão emocional por acharem que isso não
os torna tão homens e isso tem reflexos psi-
cológicos e físicos muito devastadores.”
“Para se tornar homem
voce precisa deixar de
ser humano”
Mas, ainda segundo os dois estudantes,
apesar do homem poder discutir o feminismo
não é algo deliberado e ilimitado. “Quando a
gente fala que homens tem que fazer parte do
movimento existem limites e são justamente
eles não acharem que devem estar à frente do
movimento e entender que o movimento não
precisa deles enquanto protagonistas.”, alega o
futuro jornalista. “Eu acho que no sentido de
estar no movimento e construir o movimen-
to, não é esse o papel do homem. Mas, de ou-
vir esse movimento e engajar nas lutas e nas
pautas”, completa o estudante de psicologia.
A marca deixada no nascimento deste
novo século é, sem dúvida, a construção de
uma sociedade que preze pela melhora de
vida de todos os habitantes, independente
do lugar em que esteja. O acesso a água, co-
mida, moradia, segurança, direitos básicos
inerentes a qualquer ser humano da Terra e
igualdade juntam esforços cada vez maiores.
A entrada das mulheres na centralidade de
temas fundamentais, no futuro e nos direitos
mais básicos assumiram postos de onde não
sairão mais, porém, há muito o que se per-
correr. “Primeiro as mulheres lutaram por ex-
istir, para serem sujeitas da sua história e não
precisarem de tutores. É um movimento mui-
to complexo, não se pode traçar uma linha
linear. Nós vemos hoje que esses movimentos
se alargam na América Latina e no Brasil com
outros feminismos, que não são mais aqueles
de classe média e mulheres brancas, mas um
feminismo principalmente de mulheres ne-
gras”, analisa a professora.
E, sobre o papel que os homens devem
assumir para contribuir para uma inclusão
cada vez maior das mulheres na sociedade,
Lídia complementa “Os homens deveriam
ser feministas. Os homens não pensam sobre
isso, não conhecem a história do feminismo
e tem uma visão muito esteriotipada, com
opiniões colocadas no campo da ironia. Os
homens se colocaram em uma retaguarda,
uma defesa contra o feminismo sem saber do
que se trata”. Logo, o futuro não é igualdade,
mas sim, o presente.
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