Maria
países e regiões. “Aqui no Brasil a questão
demorou por conta da monarquia, de 1822
até 89, e quando começa a república o
voto feminino era levantado por alguns e
não encontrava ressonância. Nas cidades
elas começaram a fazer um movimento
pelo voto, e devido as disputas das
anarquistas e das comunistas isso foi
protelado”, complementa a professora.
“As mulheres foram
colocadas como cidadãs
passivas, a própria noção do
ser feminino se viu aleijada
das participações políticas”
Foi com a inserção das mulheres de
forma mais acentuada nos mais diversos
processos de formação e participação
social que algumas perguntas passam
a aparecer com frequência, sendo uma
delas: “homens podem discutir/debater o
feminismo?”. Para Bruno Faria, estudante
de psicologia da UNESP Bauru, o feminis-
mo em si é um movimento de resistência
e de construção política das mulheres.
Essencialmente é um movimento forma-
do por mulheres, então é um pouco mais
difícil dizer se homens podem ou não,
mas não é o lugar político do homem es-
tar construindo o movimento do qual ele
não irá resistir. Bru Vatiero, estudante
do 3° de jornalismo e membro do Coleti-
vo Feminista AYA, diz que é essencial que
homens discutam o feminismo. Não que
discutam se é bom ou não. Eles devem
entender que o feminismo surge justa-
mente de uma opressão de homens em
relação as mulheres.
Como o machismo é mantido e es-
truturado de maneira muito enraizada na
sociedade ao longo de séculos, os pró-
prios homens acabam por sofrer impac-
tos dentro deste modelo hierarquizado
que os favorece. “Os homens também são
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