Revista Educar FCE EDUCAR FCE 6ED VOL1 - 23-06-207 | Page 410

CONSIDERAÇÕES FINAIS

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O estudo foi conduzido com poucos participantes, o que torna frágeis os seus resultados. Porém, para estes sujeitos, ficou evidente a necessidade de um processo formativo que esclareça os direitos da pessoa com deficiência e favoreça condições de acessibilidade no âmbito do trabalho e da educação – inclusão social. O uso da libras precisa ultrapassar o limite da comunicação apensas entre surdos Ao desenvolver este trabalho conclui que hoje com os artefatos culturais que os professores e alunos trazem na sua bagagem, fica mais fácil e atraente sua dinâmica na forma de se comunicar. Lembrando que o conteúdo deve sempre ser adequando de acordo com a necessidade de cada aluno. Podemos concluir que em tempos de inclusão, esperase que a escola mais do nunca, seja um espaço que acolha a diversidade e que promova uma educação de qualidade. Crianças surdas não são diferentes, pois através da interação social, elas desenvolvem sua linguagem e adquirem a língua de sinais. A educação de crianças surdas é vista principalmente no âmbito educacional devido o fato de que a inclusão das pessoas com deficiência exige mudanças significativas. Alguns professores de maneira equivocada e por falta de conhecimento atribuem aos intérpretes às responsabilidades de explicar os conteúdos tanto quanto a traduzir as aulas, ficando claro que eles ainda não conquistaram o seu lugar. Pelo que foi possível observar referente ao papel e a atuação do intérprete no espaço educacional, percebe-se que ainda é bastante incipiente. Pouco se conhece sobre os desdobramentos daquilo que é feito em sala de aula na perspectiva da educação inclusiva bilíngue para surdos. Além disso, por ser uma profissão nova, não há número suficiente de profissional formado até o momento. Portanto a falta dessa formação profissional especifica para a atuação profissional leva a uma visão equivocada de que o intérprete deve ter uma formação generalista, e que ele por vezes, pode se responsabilizar pelos processos de aprendizagem dos alunos surdos.
É exatamente neste terreno pantanoso e plural que atua o interlocutor / interprete no espaço escolar, e que ao contrário do que frequentemente acontece a posição do IE precisa fazer escolhas, eleger sentidos, para dele se apropriar e fazê-los chegar ao seu destinatário, sendo um profissional ativo buscando compreender os sentidos pretendidos.
410 ABRIL | 2017