RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Os resultados desta pesquisa consistem em apresentar as opiniões e experiências de dois profissionais especialistas em Educação Especial em Deficiência Auditiva, atuantes na rede pública de ensino de São Paulo, considerando os recursos e estratégias de Tecnologia Assistiva e também do interprete de LIBRAS, utilizados para subsidiar o atendimento aos estudantes com DA no contra turno. A escola inclusiva deve assegurar a igualdade de direito a educação, satisfazer as necessidades de aprendizagem de cada aluno, incentivando-os a aprender e a desenvolver seu potencial, a partir de sua realidade, para isso é necessário proporcionar meios e condições para que ocorra esse desenvolvimento. Desta forma, os resultados foram organizados em três temas: 1) mercado de trabalho para a pessoa com DA / S; 2)
Inserção educacional e 3) percepções sobre a relevância da Libras e do intérprete na educação dos estudantes com DA / S.
MERCADO DO TRABALHO:
A maioria dos estudantes( 5 / 6) indicou que poderá ter um trabalho que lhe garanta a sobrevivência e apenas um indicou que poderá enfrentar dificuldade por em razão da deficiência. Os professores também se dividiram entre estas duas respostas, não sendo escolhida a questão sobre impossibilidade / incapacidade. Por outro lado, também não apontaram a escolha de um trabalho relacionado a algo que goste muito e que se sinta preparado. A visão dos estudantes sobre a pessoa com deficiência no mercado de trabalho apontou para diferenças em relação ao trabalho do ouvinte( 4 / 6), sendo que para dois deles foi apontada uma visão conformista sobre o trabalho‘ aceitar aquilo que lhe é oferecido’, coerente com a resposta de trabalhar para sobreviver. As respostas dos professores também se dividiram entre estas duas questões, apontando para a necessidade de uma formação criativa, que, apesar da limitação auditiva, possibilite a pessoa com surdez / deficiência auditiva transcender a sua condição e realizar-se naquilo que faz. Na procura por trabalho, 3 / 6 estudantes indicaram reconhecer a lei de cotas para pessoas com deficiência como uma contribuição para acessibilidade ao trabalho. Porém, dois deles ainda atribuem essa ação à bondade dos empregadores e um deles apontou que as empresas não contratariam pessoa com deficiência, ou seja, desconhece a legislação. Considerando que este estudante é do 3 º ano, há necessidade urgente de orientação sobre os seus direitos. Entre os professores, um deles apontou para a política de cotas, o outro,
408 ABRIL | 2017