Revista de Medicina Desportiva Informa Novembro 2012 - Page 16

Figura 1 : Algoritmo de decisão para prescrição de natação em doentes com disfunção ventricular esquerda e insuficiência cardíaca crónica estável 6 . Abreviaturas : EAM – Enfarte agudo do miocárdio ; NYHA – New York Heart Association classification ; VS – volume sistólico .
Quadro 2 : Critérios para a prática de desporto aquático sem risco de descompensação cardíaca 1 Doente clinicamente estável Ausência de disfunção ventricular severa Prova de esforço sem alterações sugestivas de isquemia ou arritmias Pico mínimo VO 2
15ml / Kg / min Limiar anaeróbio > 10ml / Kg / min Capacidade funcional > 4 METS
Quadro 3 : Princípios da prescrição de exercício em meio aquático em doentes cardíacos
VARIÁVEL RECOMENDAÇÃO
Frequência 3 vezes por semana
Intensidade 40 a 70 % da FCmaxR Escala Borg : perceção leve / moderada
Tipo
Treino dos músculos mais utilizados nas AVD ( marcha , vestuário e atividades domésticas ). Exercícios dirigidos aos músculos periféricos e de aumento da circulação central , incluindo exercícios aeróbicos , estiramentos , fortalecimento muscular , endurance e relaxamento
Tempo
45 minutos / sessão
Quadro 4 : Contraindicações e condições de alto risco para a prática de exercício aquático 9
CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS CONDIÇÕES DE ALTO RISCO
Angina instável
Angina instável ( sem sintomas com baixa intensidade )
Insuficiência cardíaca descompensada Angina com baixos níveis de atividade Arritmia com efeitos hemodinâmicos Baixa fração de ejeção Hipertensão descontrolada
Arritmia induzida pelo exercício
Miocardite aguda
História de enfarte agudo do miocárdio prévio
Estenose valvular severa Cardiomiopatia hipertrófica Embolia pulmonar aguda natação não é a prática mais recomendada .
5 . Embora não existam recomendações estabelecidas acerca da intensidade do exercício em meio aquático nos doentes cardíacos , consideramos que esta deve ser individualmente determinada e não deverá exceder uma intensidade de esforço percebida pelo doente como leve a moderada ( Escala de Borg ) ou de 40 a 70 % da FC máxima de reserva 2 , monitorizada através de cardiofrequencímetro .
6 . Os autores propõem a prática de exercício aquático de acordo com o princípio FITT ( quadro 3 ), com objetivo de melhoria da capacidade aeróbia , da força muscular periférica e da endurance .
Precauções
Há uma série de medidas que devem ser cumpridas em todos os locais onde doentes com patologia cardíaca pratiquem exercício em meio aquático 9 : 1 . Presença de pessoas com formação em suporte básico e avançado de vida , com atualizações frequentes ;
2 . Existência de telefone de emergência próximo do meio aquático ;
3 . Doentes devem trazer a medicação do domicílio e deixá-la em local predefinido , devidamente rotulada com o seu nome e com instruções de utilização ;
4 . Ficheiros com a lista dos contactos de emergência , história clínica e medicação do doente facilmente disponíveis ;
5 . Deve ser preservada uma área seca , para execução dos cuidados de emergência ;
6 . Equipamento de desfibrilhação acessível e em modo “ stand by ”.
2 . A decisão de prescrição de natação em doentes com disfunção ventricular esquerda e IC estável deve ser efetuada segundo a figura 1 3 .
3 . Os pacientes com patologia cardíaca não devem ser submetidos a águas frias ( inferiores a 28 ° C ) sem indicação médica prévia , pelo risco de arritmias cardíacas . São portanto aconselhadas as águas termoneutras (> 32 º C ).
4 . Idealmente o nível de imersão para a realização do exercício não deverá ultrapassar a apófise xifoide , uma vez que a imersão até ao pescoço poderá estar mais associada a respostas hemodinâmicas alteradas . Os exercícios em ortostatismo associam-se a maior segurança na resposta cardiovascular , comparativamente à posição de supina na água : a
Contraindicações
Todos estes doentes devem ser orientados por um médico que exclua e considere segura a prática de exercício . Algumas das condições que contraindicam ou consideradas de alto risco encontram-se listadas no quadro 4 .
14 · Novembro 2012 www . revdesportiva . pt
Figura 1: Algoritmo de decisão para prescrição de natação em doentes com disfunção ventricular esquerda e insuficiência cardíaca crónica estável6. Abreviaturas: EAM – Enfarte agudo do miocárdio; NYHA – New York Heart Association classification; VS – volume sistólico. Quadro 2: Critérios para a prática de desporto aquático sem risco de descompensação cardíaca1 Doente clinicamente estável Ausência de disfunção ventricular severa natação não é a prática mais recomendada. 5. Embora não existam recomendações estabelecidas acerca da intensidade do exercício em meio aquático nos doentes cardíacos, consideramos que esta deve ser individualmente determinada e não deverá exceder uma intensidade de esforço percebida pelo doente como leve a moderada (Escala de Borg) ou de 40 a 70% da FC máxima de reserva2, monitorizada através de cardiofrequencímetro. 6. Os autores propõem a prática de exercício aquático de acordo com o princípio FITT (quadro 3), com objetivo de melhoria da capacidade aeróbia, da força muscular periférica e da endurance. Prova de esforço sem alterações sugestivas de isquemia ou arritmias Pico mínimo VO2 15ml/Kg/min Precauções Limiar anaeróbio > 10ml/Kg/min Capacidade funcional > 4 METS Quadro 3: Princípios da prescrição de exercício em meio aquático em doentes cardíacos VARIÁVEL RECOMENDAÇÃO Frequência 3 vezes por semana Intensidade 40 a 70% da FCmaxR Escala Borg: perceção leve/moderada Tipo Treino dos músculos mais utilizados nas AVD (marcha, vestuário e atividades domésticas). Exercícios dirigidos aos músculos periféricos e de aumento da circulação central, incluindo exercícios aeróbicos, estiramentos, fortalecimento muscular, endurance e relaxamento Tempo 45 minutos/sessão Quadro 4: Contraindicações e condições de alto risco para a prática de exercício aquático9 CONTRAINDICAÇÕES ABSOLUTAS CONDIÇÕES DE ALTO RISCO Angina instável Angina instável (sem sintomas com baixa intensidade) Insuficiência cardíaca descompensada Angina com baixos níveis de atividade Arritmia com efeitos hemodinâmicos Baixa fração de ejeção Hipertensão descontrolada Arritmia induzida pelo exercício Miocardite aguda História de enfarte agudo do miocárdio prévio Estenose valvular severa Cardiomiopatia hipertrófica Embolia pulmonar aguda 2. A decisão de prescrição de natação em doentes com disfunção ventricular esquerda e IC estável deve ser efetuada segundo a figura 13. 3. Os pacientes com patologia cardíaca não devem ser submetidos a águas frias (inferiores a 28°C) sem indicação médica prévia, pelo risco de arritmias cardíacas. São portanto aconselhadas as águas termoneutras (> 32ºC). 14 · Novembro 2012 www.revdesportiva.pt 4. Idealmente o nível de imersão para a realização do exercício não deverá ultrapassar a apófise xifoide, uma vez que a imersão até ao pescoço poderá estar mais associada a respostas hemodinâmicas alteradas.Os exercícios em ortostatismo associam-se a maior segurança na resposta cardiovascular, comparativamente à posição de supina na água: a Há uma série de medidas que devem ser cumpridas em todos os locais onde doentes com patologia cardíaca pratiq Y[H^\X[[HYZ[˜\]p]XNKT\[HH\\HܛXp™[H\ܝH\XH][YBYKH]X[^pY\\]Y[\ŒQ^\0ꛘXHH[YۙHH[Y\ꛘXH[[YZ[\]p]XŒ˂Q[\][H^\HYYXpZX[[HZ^0K[H[B[YY[Y]Y[Y[B[YHH]HYHHB[pY\H][^p QXZ\HH\H۝XH[Y\ꛘXK\0ܚXH0[XBHYYXp[HX[Y[B\۰]Z\KQ]H\\\YH[XH0\XBXK\H^XpZYY™H[Y\ꛘXNQ\]Z\[Y[H\ٚX[p˜X\][H[H[8'[x'K۝Z[XpY\•\\[\][H\ܚY[Y܈[HpYX]YB^XHHۜY\HY\HH]XBH^\X[ˈ[[X\\ۙpY\œ]YH۝Z[X[HHۜY\Y\™H[\[۝[K\H\Y\›]XY