Revista de Medicina Desportiva Informa Julho 2016 - Page 21

submetido a uma avaliação periódica , constando de recolha de antecedentes , revisão por orgãos e sistemas , exame objetivo , realização de ECG e estudo analítico 4 .
· Nas competições da FIFA e UEFA é obrigatória a realização prévia de exame médico , com ECG , ecocardiograma e estudo analítico 5 , 6 . O principal ponto de divergência dos protocolos é relativo à necessidade de exames complementares . A evidência atual aponta para a utilidade do ECG 7 . O ECG é cinco vezes mais sensível que a história clínica e 10 vezes mais sensível que o exame objetivo para detetar patologia associada à morte súbita 8 . A aplicação universal desta medida poderá estar condicionada em alguns contextos por questões económicas , logísticas e legais 7 .
Bibliografia
1 . 1 – Bernhardt DT , Robert WO . Preparticipation physical evaluation . 4th edition . American Academy of Pediatrics ( 2010 ).
2 . 2 – Maron BJ , Friedman RA et al . Circulation . 2014 130 ( 15 ): 1303-34 .
3 . 3 – Corrado D , Pellicia A et al . Eur Heart J . 2005 25:516-24 .
4 . 4 – Ljungqvist A , Jenoure P , Engebretsen L , et al . Br J Sports Med 2009 43:9 631-643 .
5 . 5 – Dvorak J , Grimm K , Schmied C , et al . Clin J Sport Med . 2009 19 ( 4 ): 316-21 . 6 . 6 – UEFA Medical Regulations ( 2014 ). 7 . 7 – Borjesson M , Dellborg M . Clin J Sport
Med . 2011 21:13 – 17 . 8 . 8 – Harmon KG , Zigman M , Drezner JA .. J
Electrocardiol . 2015 May-Jun ; 48 ( 3 ): 329-38 .
Tema 2 : Especialista em Medicina Desportiva
Dr . João Beckert . Medicina Desportiva e Medicina Física e de Reabilitação . Lisboa
Quais as competências que este deve ter ?
Nesta comunicação , para identificar as valências-chave a considerar na formação médica em medicina desportiva , o orador baseou-se na proposta curricular europeia , que é um indicador consensual de para
“ onde queremos ir ”. A aquisição de conhecimentos e competências nas áreas da ( i ) clínica médica ( ii ) orto- -traumatologia e reabilitação e ( iii ) a pratica em centros credenciados de medicina desportiva .
Para saber “ onde e como estamos ”, é necessário ter em consideração o percurso formativo e o contexto de aprendizagem dos futuros especialistas em medicina desportiva . A execução do plano “ como fazemos ” pode ser igualmente baseado no documento base “ Sports Medicine Specialty Training Core Curriculum for European Countries ”.
É possível implementar os planos formativos em três fases ( definição do propósito , diagnóstico de situação e execução ) se os planos forem acompanhados e ajustados pelos orientadores .
O autor apontou o fator interpessoal e o relacionamento colaborativo entre as instituições como o principal obstáculo ao sucesso dos programas de formação .
Dr . Paulo Beckert . Medicina Física e Reabilitação e Medicina Desportiva . Lisboa .
Mais-valia do especialista em Medicina Desportiva no SNS
O Ministério da Saúde , através da publicação da Portaria n º 302 / 2009 de 24 de Março de 2009 , identifica a especialidade de medicina desportiva como uma especialidade que configura uma resposta concreta a necessidades sentidas pelo setor da saúde , tendo por isso passado a considerá-la no elenco das especialidades do internato médico .
A medicina desportiva é definida no ponto 2.1 do programa de formação como “ uma especialidade médica que se ocupa da prevenção , profilaxia , diagnóstico e tratamento das diversas patologias relacionadas com o exercício físico e prática desportiva em todos os grupos etários ”. No ponto 2.2 “… estreita ligação com outras especialidades médicas e tem um papel fundamental no desenvolvimento dos programas de exercício físico e desportivo da população . No ponto 2.3 “… vem assumindo um papel primordial na prevenção de doenças cardiovasculares , metabólicas , neoplásicas , psiquiátricas e outras através da prescrição do exercício regular ”.
No seguimento de uma linha de intervenção , internacionalmente reconhecida pelo American College of Sports Medicine , pela UEMS ( União Europeia Médicos Especialistas ) e pela EFSMA ( European Federation of Sports Medicine Association ), no sentido do desenvolvimentos da medicina desportiva como especialidade que lida com a promoção da saúde na população em geral , é proposto um modelo que procura integrar , na continuidade das intervenções realizadas nos centros saúde , nos serviços hospitalares e nas unidades de reabilitação , uma Unidade de Medicina Desportiva ( UMED – Unidade de Medicina do Exercício e do Desporto ) que aumente e potencie o número de soluções e garantam a manutenção ou melhoria dos resultados obtidos nas intervenções referidas anteriormente .
Idealiza-se que a implementação de um modelo como o proposto , em que o especialista em medicina desportiva integra unidades ( UMED ) criadas no âmbito do SNS ( nos Centros Saúde ou nos Hospitais ), represente uma mais-valia do especialista de Medicina Desportiva no SNS e que essa presença tenha repercussões relevantes na saúde e na qualidade de vida do doente , assim como na diminuição dos encargos financeiros relacionados com as alterações clínico-funcionais motivadas pela doença ( quando não prevenida ) sempre acarreta .
Tema 3 : Medicina Desportiva : que futuro ?
Dr . Raul Pacheco Medicina Desportiva . Centro de Medicina Desportiva de Lisboa
Articulação dos Centros de Medicina Desportiva com o SNS
O Instituto Português do Desporto e da Juventude ( IPDJ ), através do Departamento de Medicina Desportiva ( DMD ), colabora com o Ministério da Saúde na Formação de médicos na
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submetido a uma avaliação periódica, constando de recolha de antecedentes, revisão por orgãos e sistemas, exame objetivo, realização de ECG e estudo analítico4. ·N  as competições da FIFA e UEFA é obrigatória a realização prévia de exame médico, com ECG, ecocardiograma e estudo analítico5,6. O principal ponto de divergência dos protocolos é relativo à necessidade de exames complementares. A evidência atual aponta para a utilidade do ECG7. O ECG é cinco vezes mais sensível que a história clínica e 10 vezes mais sensível que o exame objetivo para detetar patologia associada à morte súbita8. A aplicação universal desta medida poderá estar condicionada em alguns contextos por questões económicas, logísticas e legais7. Bibliografia 1. 1 – Bernhardt DT, Robert WO. Preparticipation physical evaluation. 4th edition. American Academy of Pediatrics (2010). 2. 2 – Maron BJ, Friedman RA et al . Circulation. 2014 130(15):1303-34. 3. 3 – Corrado D, Pellicia A et al. Eur Heart J. 2005 25:516-24. 4. 4 – Ljungqvist A, Jenoure P, Engebretsen L, et al. Br J Sports Med 2009 43:9 631-643. 5. 5 – Dvorak J, Grimm K, Schmied C, et al. Clin J Sport Med. 2009 19(4):316-21. 6. 6 – UEFA Medical Regulations (2014). 7. 7 – Borjesson M, Dellborg M. Clin J Sport Med. 2011 21:13–17. 8. 8 – Harmon KG, Zigman M, Drezner JA.. J Electrocardiol. 2015 May-Jun;48(3):329-38. Tema 2: Especialista em Medicina Desportiva Dr. João Beckert. Medicina Desportiva e Medicina Física e de Reabilitação. Lisboa Quais as competências que este deve ter? Nesta comunicação, para identificar as valências-chave a considerar na formação médica em medicina desportiva, o orador baseou-se na proposta curricular europeia, que é um indicador consensual de para “onde queremos ir”. A aquisição de conhecim ѽ́́+ɕ́ѼɅյѽɕч)Ʌѥɽ́ɕ́)ѥل)AɄͅȃqхϊt+ɥѕȁͥɇ)ɍͼɵѥټѕѼ)ɕ酝́ɽ́х́ѥل)ᕍq镵ϊt)͕ȁՅє͕)յѼ͔qḾ5)MQɅ ɔ ɥձմ)ɽ չɥϊt +$ٕхȁ́)ɵѥٽ͕́́̀)ɽͥѼѥͥՇᕍ͔́́ɕ)́х́)ɥхɕ̸)<ѽȁѽԁѽȁѕͽɕѼɅѥټɔ́ѥէՕ́)ɥձՍͼ)ɽɅ́ɵ()ȸAձ и)5ͥ)Iч)5ѥل)1͉()5̵مф)5ѥلM9L)<5ɥM鑔Ʌ́)ՉAхɥ ȼ)Ё5䰁ѥ)ѥلյՔ)Ʉյɕфɕф)͕ͥ́ѥ͕́ѽ)͇鑔ѕȁͼͅ)ͥ́́ѕɹѼ)ѥلѼȸāɽɅ)ɵqյ)Ք͔ɕٕ)ɽ᥄ѥɅхѼ)ٕ́́ͅѽ́ɕ)ɏͥѥѥلѽ́́́ɥϊt)9Ѽȸȃsɕф)Ʌ́́́ѕ)մչх͕ٽ٥Ѽ́ɽɅ́ɏ)ͥѥټձ9)Ѽȸ̃sٕյմ()ɥɑɕٕ)́ɑم͍ձɕ̰хͱ̰̰ͥͥէɥ)Ʌ́Ʌ́ɕ͍ɧ)ɏɕձˊt)9͕եѼյ)ѕٕѕɹє)ɕɥ )Ḿ5U5LU)ɽ7́х̤)M5ɽɅѥ)Ḿ5ͽѥ͕ѥ͕ٽ٥ѽ́ѥل)Քɽ͇鑔)ձɅɽѼմ)ՔɽɄѕɅȰѥե́ѕٕՕ́ɕ酑)́ɽ͇́鑔͕́٧́хɕ́́չ́ɕч)յU5ѥل(U5LU5)ɏѼՔյє)ѕ鵕ɼͽՕ́)Ʌхѕԁɥ)́ɕձх́ѥ́́ѕٕՕ́ɕɥ́ѕɥɵє)%鄵͔Քч)մɽѼՔ)фѥل)ѕɄչ̀U5ɥ́+ѼM9Ĺ ɽ́M鑔)ԁ́!х̤ɕɕ͕єյ)̵مф5)ѥلM9LՔ̈́ɕ͕ѕɕɍՕ́ɕمѕ)͇鑔Յ٥)єͥէ)́ɝ́ɽ́ɕ)́ѕɇՕ́չ)ѥم́Յ)ɕٕ͕ɔɕф()Q5)ѥلՔɼ()ȸIհA)5)ѥل ɼ)5)ѥل1͉()ѥձ́ ɽ́)5ѥلM9L)<%ѥѼA՝́Ѽ))ٕՑ%A(Ʌ́)хѼ5ѥل5Ʉ5ɥ)M鑔ɵ́)I٥ф5ѥلɵ)ձ؃ ܀((0