Revista Cenariun - Toledo Fibra MAR. 2019 | Page 56
REFLEXÃO
MATURIDADE
Beatriz Campos
beatrizcampos12@hotmail.com
T
contemplar o belo, as coisas simples, pequenos
gestos, tempo de escolhas conscientes e de
seletividade, não comer carne estragada nem
água contaminada. Tempo de não explicar,
nem se importar com nenhuma opinião ao seu
respeito pois você já sabe quem é, de onde veio,
para que veio e para onde vai, e o melhor de
tudo, já sabe quem o aguarda no final! É tempo
de sorrisos, de afagos, de abraços demorados,
de olhos nos olhos, de gentilezas, de carinho.
Tempo de acolher e de receber, tempo de estar
com quem te devolve, que te acrescenta, que te
eleva, te faz melhor! Tempo de ser o que quiser
e fazer o que for preciso para ser mais belo, mais
sábio, e ser de verdade! Tempo de sonhar de
de Deus nos coroando de graça, força sabedoria.
É tempo de cantar, de celebrar, de festejar e
de aplaudir a vida! É tempo de recomeços, de
resgate da identidade, de sermos senhores (as)
do nosso destino das nossas escolhas, desejos e
vontades. É tempo de reescrever nossa história
e reeditar o nosso filme! De nos libertar de tudo
que nos prende, nos incomoda e nos sufoca.
sejam sapatos, roupas, pessoas, sentimentos e
pensamentos. Tempo de reconsiderar questões
perdidas, perdões não dados. Tempo de novo de amar de novo, sentir de novo ser feliz de
novo! Tempo de se jogar numa montanha russa
de braços abertos, de braços levantados! Tempo
de tomar banho de cachoeira, ou simplesmente
caminhar por ai, assistir o espetáculo do pôr do
sol ou o seu nascer! Pular de asa-delta no Rio ou
voar em um balão em Capadócia! E olhar para
o alto com muita gratidão a Deus por ter nos
abençoado e nos coroados com a sabedoria e a
serenidade que só a maturidade nos traz!
empo de convicções sólidas, reais e
verdadeiras, sobre Deus, pessoas e
sobre si mesmos. Tempo de resinificar,
reprogramar, reinventar. Tempo de resgatar
tudo que foi perdido, tudo que foi roubado
pela imaturidade, inexperiência e escolhas da
juventude. Tempo de reconstruir ruínas de
antigas construções deixadas no caminho que
foram derrubadas pela inocência roubada,
desencantos, enganos e tropeços. Nos tornando
adultos sérios, frios, insensíveis e inflexíveis.
Nos levando a crenças tão absolutas sobre o
próximo e contra si mesmos, que nos desviaram
da rota, atrasaram o processo, nos paralisando na
caminhada. Mas a maturidade chegou, presente