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vel pela área da maricultura, abrangendo projetos com
mexilhões, ostras, vieiras, macroalgas e peixes mari-
nhos. As pesquisas com peixes de água doce, como ti-
lápia, jundiá e lambari, são realizadas nas unidades loca-
lizadas nos municípios de Itajaí e Camboriú. O prestígio
conquistado ao longo desses anos de trabalho permitiu
manter-se até hoje comprometido com a busca cons-
tante por resultados relevantes para o desenvolvimento
sustentável da aquicultura de Santa Catarina.
AQUACULTURE BRASIL: Qual é importância da extensão
aquícola no desenvolvimento da aquicultura catarinense?
Fabiano Müller Silva: A extensão aquícola em Santa
Catarina foi fortalecida na década de 70, atendendo a
demanda de lideranças municipais, comunitárias e de
produtores rurais, com a instalação de alguns escritó-
rios da ACARPESC (Associação de Crédito e Assistên-
cia Pesqueira de Santa Catarina) para assistência técni-
ca também em piscicultura de água doce em diversas
regiões do estado, considerando que essa atividade
zootécnica não era abrangida pelo serviço de extensão
rural. A partir de 1988/89, a atividade de assistência
técnica à piscicultura de água doce passou a ser desen-
volvida pelo serviço de extensão rural da Associação de
Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina – ACA-
RESC, que absorveu os profissionais que atuavam nes-
ta atividade, já adotando uma visão mais sistêmica de
assistência técnica e abordagem aos produtores rurais.
A introdução dos cursos profissionalizantes na área da
aquicultura e pesca a partir de 1989, foi responsável
pela difusão das tecnologias de cultivo de organismos
aquáticos, que aliado ao fomento da atividade, resulta-
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ram no rápido crescimento da produção. As caracte-
rísticas topográficas, climáticas e hídricas, aliadas à dis-
ponibilidade de produtos e subprodutos agropecuários,
propiciam excelentes condições para o desenvolvimen-
to de uma piscicultura diversificada nas águas interiores
a baixo custo de produção. Inicialmente as tilápias e
carpas foram os peixes cultivados, aproveitando prin-
cipalmente áreas subutilizadas e subprodutos das pro-
priedades rurais. Posteriormente, com a introdução das
carpas chinesas e mais tarde os bagres, viabilizaram-se
os policultivos utilizando diversas espécies com hábitos
alimentares preferenciais diferenciados, otimizando o
uso da produtividade primária e alimentos complemen-
tares com redução de custos de produção. Essa prática,
após pesquisas na melhoria do seu processo de cultivo,
deu origem aos sistemas de produção de piscicultura
integrada tanto na Região Oeste como no Modelo Alto
Vale do Itajaí de Piscicultura Integrada (MAVIPI), pratica-
do por expressivo número de piscicultores que utilizam
racionalmente a produtividade natural dos viveiros in-
crementada também com fertilização da água (suínos e
aves) e complementação alimentar e no final do ciclo,
é gradativamente substituída por rações comerciais. A
piscicultura catarinense vem utilizando principalmente a
mão-de-obra familiar e proporcionado um bom retor-
no financeiro para o capital investido, incrementando
dessa forma a renda no campo e promovendo estímulo
à permanência no meio rural com mais uma atividade
produtiva que contribui para o crescimento econômico
do Estado.
AQUACULTURE BRASIL: O estado de SC, um dos pio-
neiros da aquicultura brasileira, por muito tempo foi o