A EVOLUÇÃO DA ALFAIATARIA
Ricardo Almeida começou sua carreira
trabalhando como representante comercial de outros
alfaiates. Isso foi até 1991, quando decidiu abrir sua
própria loja de marca, que não por acaso leva seu nome,
e, hoje, possui mais de 18 lojas próprias espalhadas pelas
capitais brasileiras.
“Eu queria vender a ideia de uma roupa que mostrasse
minha preocupação com a modelagem e com a escolha
de um bom tecido”, resume Almeida.
Com peças feitas com tecidos importados da Itália, não
foi difícil o alfaiate virar uma referência na confecção
em série de roupas sociais masculinas. Hoje, com uma
fábrica própria de 7.800 metros quadrados no bairro do
Bom Retiro, 554 empregados e uma produção de mais
de 5 mil camisas por mês, Ricardo Almeida é um case
de sucesso.
“A gente conseguiu aumentar bastante as padronagens
de camisa. Há a cor de camisa que você quiser”, diz o
empresário, que tem pelo menos 30 tonalidades.
Aos clientes que desejam ter um terno seu, sob medida,
ele recebe na flagship da rua Bela Cintra. É o caso do
jogador Neymar, que usou um terno Ricardo Almeida
feito sob medida para o primeiro leilão beneficente
organizado pelo Instituto Projeto Neymar Jr.
Além do jogador, João Doria, os empresários Edgard
Corona, João Paulo Diniz e Álvaro Garnero e o
cientista político Henry Cukier são clientes. Quando
perguntado se homem gasta menos dinheiro com
roupa, ele parece ter a resposta na ponta da língua.
“Homem é mais exigente. Ele compra menos vezes, mas
compra produtos com mais qualidade. Afinal, ele não
precisa de muitas roupas, mas de roupas que duram
mais. Assim, ele não gasta menos. Quando gosta, ele
volta e compra mais ou compra duas peças iguais”.
“Homem é mais exigente. Ele compra menos vezes, mas compra produtos com mais
qualidade. Afinal, ele não precisa de muitas roupas, mas de roupas que duram mais.
Assim, ele não gasta menos. Quando gosta, ele volta e compra mais ou compra duas
peças iguais”.
42 - REVISTA AMOORENO - ABRIL 2018