Revista Amooreno Edição 03 - ABR/2018 | Page 42

A EVOLUÇÃO DA ALFAIATARIA Ricardo Almeida começou sua carreira trabalhando como representante comercial de outros alfaiates. Isso foi até 1991, quando decidiu abrir sua própria loja de marca, que não por acaso leva seu nome, e, hoje, possui mais de 18 lojas próprias espalhadas pelas capitais brasileiras. “Eu queria vender a ideia de uma roupa que mostrasse minha preocupação com a modelagem e com a escolha de um bom tecido”, resume Almeida. Com peças feitas com tecidos importados da Itália, não foi difícil o alfaiate virar uma referência na confecção em série de roupas sociais masculinas. Hoje, com uma fábrica própria de 7.800 metros quadrados no bairro do Bom Retiro, 554 empregados e uma produção de mais de 5 mil camisas por mês, Ricardo Almeida é um case de sucesso. “A gente conseguiu aumentar bastante as padronagens de camisa. Há a cor de camisa que você quiser”, diz o empresário, que tem pelo menos 30 tonalidades. Aos clientes que desejam ter um terno seu, sob medida, ele recebe na flagship da rua Bela Cintra. É o caso do jogador Neymar, que usou um terno Ricardo Almeida feito sob medida para o primeiro leilão beneficente organizado pelo Instituto Projeto Neymar Jr. Além do jogador, João Doria, os empresários Edgard Corona, João Paulo Diniz e Álvaro Garnero e o cientista político Henry Cukier são clientes. Quando perguntado se homem gasta menos dinheiro com roupa, ele parece ter a resposta na ponta da língua. “Homem é mais exigente. Ele compra menos vezes, mas compra produtos com mais qualidade. Afinal, ele não precisa de muitas roupas, mas de roupas que duram mais. Assim, ele não gasta menos. Quando gosta, ele volta e compra mais ou compra duas peças iguais”. “Homem é mais exigente. Ele compra menos vezes, mas compra produtos com mais qualidade. Afinal, ele não precisa de muitas roupas, mas de roupas que duram mais. Assim, ele não gasta menos. Quando gosta, ele volta e compra mais ou compra duas peças iguais”. 42 - REVISTA AMOORENO - ABRIL 2018