A união entre a tecnologia e a alfaiataria possibilitou que
o alfaiate desenvolva as suas criações em um tempo mais
reduzido através de linhas de produção mais enxutas,
agregando valor aos seus produtos e satisfazendo os seus
clientes de uma forma mais inteligente.
O trabalho envolve o uso de toda a tecnologia disponível
para uma interação direta com o cliente final,
possibilitando que ele tenha um produto que esteja de
acordo com o que foi solicitado. Portanto, o profissional
precisa acompanhar o desenvolvimento das peças, solicitar
melhorias e receber o produto final com o menor número
de ajustes possíveis.
A automatização mudou o ritmo, tornando os processos
mais ágeis e efetivos. Entre os benefícios estão: maior
velocidade na elaboração de modelos; aumento nos níveis
de produtividade; redução de custos; maior integração
entre as fases do projeto; padronização de métodos de
trabalho; facilidade para alterações; centralização das
informações; e, a facilidade de gerenciamento das
confecções. No entanto, essas tecnologias não substituem
a criatividade e o talento dos alfaiates; elas são utilizadas
como complemento, para aperfeiçoar e modernizar.
As tecnologias desenvolvidas para melhorar o processo de
produção na alfaiataria são utilizadas como diferencial
para atender uma clientela mais exigente, que preza por
mais conforto, qualidade, estética, prazo, flexibilidade e
autonomia.
As inovações tecnológicas na alfaiataria são cruciais para
que a profissão não se torne ultrapassada. As novas
ferrame ntas vão além de recursos para apoiar as
atividades; são instrumentos importantes no
desenvolvimento da percepção visual e também da
criatividade.
Ainda que hoje sejam raros os alfaiates com ateliês de rua,
o terno continua muito utilizado. Homens fiéis à velha
escola mantêm o hábito de encomendar suas roupas nos
antigos alfaiates.
Um destaque brasileiro dessa nova fase da alfaiataria é
Alexandre Won. Filho de imigrantes coreanos, Won
começou a fazer seu próprio terno por um simples
motivo: não encontrava uma peça confortável que lhe
caísse bem quando ainda trabalhava como advogado.
Hoje, com 11 anos no mercado de moda, ele foi além ao
conceito de peças ‘sob medida’ e desenvolve um produto
extremamente pessoal com método próprio. Não à toa, a
lista de poderosos entre seus clientes é significativa.
Suas peças são condizentes com o estilo casual de se vestir
num país tropical e, ao mesmo tempo, que se conectam
com a cena urbana e globalizada.
Facetasm Tóquio
Alexandre Won
ABRIL 2018 - REVISTA AMOORENO - 41