Revista Amooreno Edição 03 - ABR/2018 | Page 41

A união entre a tecnologia e a alfaiataria possibilitou que o alfaiate desenvolva as suas criações em um tempo mais reduzido através de linhas de produção mais enxutas, agregando valor aos seus produtos e satisfazendo os seus clientes de uma forma mais inteligente. O trabalho envolve o uso de toda a tecnologia disponível para uma interação direta com o cliente final, possibilitando que ele tenha um produto que esteja de acordo com o que foi solicitado. Portanto, o profissional precisa acompanhar o desenvolvimento das peças, solicitar melhorias e receber o produto final com o menor número de ajustes possíveis. A automatização mudou o ritmo, tornando os processos mais ágeis e efetivos. Entre os benefícios estão: maior velocidade na elaboração de modelos; aumento nos níveis de produtividade; redução de custos; maior integração entre as fases do projeto; padronização de métodos de trabalho; facilidade para alterações; centralização das informações; e, a facilidade de gerenciamento das confecções. No entanto, essas tecnologias não substituem a criatividade e o talento dos alfaiates; elas são utilizadas como complemento, para aperfeiçoar e modernizar. As tecnologias desenvolvidas para melhorar o processo de produção na alfaiataria são utilizadas como diferencial para atender uma clientela mais exigente, que preza por mais conforto, qualidade, estética, prazo, flexibilidade e autonomia. As inovações tecnológicas na alfaiataria são cruciais para que a profissão não se torne ultrapassada. As novas ferrame ntas vão além de recursos para apoiar as atividades; são instrumentos importantes no desenvolvimento da percepção visual e também da criatividade. Ainda que hoje sejam raros os alfaiates com ateliês de rua, o terno continua muito utilizado. Homens fiéis à velha escola mantêm o hábito de encomendar suas roupas nos antigos alfaiates. Um destaque brasileiro dessa nova fase da alfaiataria é Alexandre Won. Filho de imigrantes coreanos, Won começou a fazer seu próprio terno por um simples motivo: não encontrava uma peça confortável que lhe caísse bem quando ainda trabalhava como advogado. Hoje, com 11 anos no mercado de moda, ele foi além ao conceito de peças ‘sob medida’ e desenvolve um produto extremamente pessoal com método próprio. Não à toa, a lista de poderosos entre seus clientes é significativa. Suas peças são condizentes com o estilo casual de se vestir num país tropical e, ao mesmo tempo, que se conectam com a cena urbana e globalizada. Facetasm Tóquio Alexandre Won ABRIL 2018 - REVISTA AMOORENO - 41