Revista Amooreno Edicao 07 - AGO2018 | страница 22

O PROFISSIONAL 4.0.

Com a informatização do mundo, o perfil dos funcionários da indústria começou a mudar. São mais qualificados, e passaram a trabalhar em sintonia com as máquinas sem o trabalho repetitivo visto nas revoluções industriais anteriores. Atualmente, a mudança que está definindo a forma de produzir, está baseada em tecnologias como a Internet das Coisas, Inteligência Artificial, Nanotecnologia, Cloud Computing, Big Data e Comunicação em Rede, e que chamamos de a Indústria 4.0. Assim, como as três anteriores revoluções industriais, essa nova etapa, está exigindo uma nova postura dos funcionários das empresas. Com a informatização do mundo, o perfil dos funcionários da indústria começou a mudar. São mais qualificados, e passaram a trabalhar em sintonia com as máquinas sem o trabalho repetitivo visto nas revoluções industriais anteriores. O trabalho repetitivo e especializado passou a ser substituído pelo trabalho mais flexível e com profissionais que dominam mais de uma etapa do processo produtivo. Além de profissionais mais qualificados e flexíveis, esta nova fase da revolução industrial também está valorizando os trabalhadores criativos e capazes de encontrar novas soluções para problemas já conhecidos. Como aliados deles nesta procura estão os computadores, capazes de um nível de processamento de dados impensável anteriormente. Esta quarta revolução na indústria deu um novo salto de qualidade, produtividade e perspectivas de trabalho em rede, devido ao surgimento e a disseminação da rede mundial de computadores – a Internet. A partir desta tecnologia, outras inovações surgiram para mudar, definitivamente, a indústria. Nesta nova fase, não são apenas os trabalhadores que atuam para se comunicarem com as máquinas e receberem respostas delas, mas as próprias máquinas e as pessoas atuam em rede para conseguirem respostas mais complexas e eficazes para a produção das indústrias. Ou seja, a possibilidade de vários dispositivos conversarem entre si e tomarem decisões autônomas. Portanto, o profissional que a indústria está procurando é aquele que tenha atitude, multidisciplinaridade e a compreensão de que todos estão trabalhando / funcionando em rede.

A Atitude é uma qualidade fundamental. Apesar de ser uma palavra pequena é superpoderosa. O profissional tem que ter a atitude de querer mudar, de querer se capacitar, de querer aprender, de querer transformar. Outra qualidade fundamental é que o profissional possa trabalhar de forma mais flexível e, para isso, ele precisa ter uma qualificação mais ampla e uma capacidade de atuação múltipla, ou seja, especialização em produto, em vendas, em marketing, em estamparia, em produção etc., por exemplo. Ele tem que ter uma visão do todo, que saiba como as partes operam entre si e que consiga se integrar ao funcionamento destas partes. E, o mais importante, é a compreensão de que ele e todas as demais pessoas com as quais ele interage profissionalmente fazem parte de uma rede. Assim como aconteceu com outros segmentos da indústria, o da moda também foi e ainda está sendo modificado por essas mudanças. A mais recente revolução industrial, que continua impactando os diferentes segmentos de forma gradativa, foi batizada com alguns nomes. Alguns a chamam de Indústria 4.0, enquanto outros a batizaram de Internet Industrial. Entre as principais forças da Indústria 4. 0, quatro se destacam: processamento de grandes volumes de dados e facilidade da conectividade das máquinas e dispositivos; possibilidade de análise dessa grande massa de dados através do Business Intelligence; novas formas de interação entre pessoas e máquinas através de interfaces de toques e sistemas de realidade aumentada; avanços na transferência de instruções digitais para o mundo físico, permitidos pela robótica avançada e pela impressão 3D. As novidades trazidas pela Indústria 4. 0 mudam uma série de princípios na produção industrial, conforme elencamos as principais: Processamento de muitas informações em tempo real, o que facilita a tomada de decisões e ajuda as empresas a se ajustarem às demandas do mercado. Virtualização dos recursos tecnológicos, com o acesso a dados estratégicos em qualquer lugar – não apenas na sede da empresa. Descentralização da tomada de decisões, com cada vez mais máquinas tomando decisões de forma autônoma. Orientação a serviços, com a tecnologia sendo utilizada como ferramenta para o ganho de inteligência competitiva e para a redução de custos operacionais. Produção conforme a demanda, propiciada pela
22- REVISTA AMOORENO- AGOSTO 2018