Revista ALPHA | Page 5

tência de formas de vidas extraterrestres. Entretanto, essa opinião mudaria naquela noite de fevereiro de 2003.

Às 22h15 ele saiu de sua casa para fumar seu cigarro de palha. Estava olhando para o céu, despreocupado, quando percebeu uma “estrela” muito maior do que as outras se movimentado em “vai-e-vem” no céu. Aquilo o deixou muito intrigado. Ele observava aqueles movimentos sem acreditar no que seus olhos estavam vendo. “Ôia, eu estava vendo aquilo, mas não acreditava. Parecia coisa de filmes. Eu não acreditava em discos voadores. Como estava a noite, eu não sabia se estava perto ou longe”, relatou posteriormente.

A casa de senhor João está localizada num terreno isolado dentro de Samambaia. É cercada por uma vegetação de cerrado (algumas árvores retorcidas e plantas muito baixas). À medida que ele ia andado para frente de sua casa para ver melhor, aquela “estrela” parecia que se aproximava ainda mais. Quando ele ficou distante a cerca de 200 metros de sua casa, a luz aproximou-se com uma velocidade incrível e ficou a menos de 60 metros de onde se encontrava. O paraibano já não conseguia mais se mexer devido ao medo.

Segundo seu relato, o objeto era redondo e emitia uma luz amarelo-alaranjada muito forte, principalmente no seu centro, que parecia ser sólido. Ele parecia girar dentro de si, como um liquidificador (O senhor João chegou a pegar uma manga, tirar a casca, colocar com água num liquidificador e ligar. Era daquela maneira que ele via o objeto girar). Tinha em torno de 30 a 40m de diâmetro. Em nenhum momento ele ouviu som vindo do objeto. Ele ficou fitando aquela luz por quase 30 segundos quando então tomou coragem e começou a correr. Devido a sua idade não conseguia correr muito e sempre olhava para trás para ver o objeto. E cada vez mais o objeto se aproximava, seguindo-o. Ele entrou em desespero e caiu. “Rapaz, eu cai de joelhos no chão e comecei a rezar. Eu tinha certeza que aquilo ia me ‘comer’. Eu sentia a quentura daquela coisa”, disse o senhor João.

Ele fechou os olhos e se encolheu. Depois de quase três minutos abriu os olhos e levantou-se. Tudo estava calmo e quieto. Nenhum sinal daquela bola de luz. O senhor João voltou correndo para casa e contou tudo a sua mulher que disse nada ter visto ou ouvido. A senhora Vilma informou que seu marido só ficou fora de casa por uns 20 minutos, e que não estranhou isso porque sabe que ele gosta de andar após o jantar. Mas que nunca foi interessado por “discos-avodores” (sic). Ela disse acreditar em seu marido sem pestanejar.

Brasília é uma cidade com uma rica casuística ufológica, em sua opinião qual o caso mais misterioso e importante desta cidade?

Brasília é sem dúvida cheia de mistérios. É uma cidade com tanta casuística ufológica que fica difícil escolher um caso como o mais importante.

Aqui tivemos em 1996 um registro feito em vídeo por um PM de um UFO sobre a barragem do Paranoá. Antes, em 1991, um UFO ficou sobre o Presídio da Papuda e mais de 20 policiais e agentes penitenciários foram testemunhas do evento. Fora isso, temos as dezenas de casos pesquisados pelo saudoso General Uchôa, ocorridos em Alexânia na década de 60 e 70.

Em sua opinião, qual é o caso que mais importante da Ufologia mundial?

Essa resposta é ainda mais difícil de ser respondida do que a anterior. Nós temos tantos casos fabulosos que fica difícil citar um como sendo o mais importante. Citarei os dez mais na minha opinião:

- Caso Roswell, 1947;

- Caso Shag Harbor, 1967;

- Caso Varginha, 1996;

- Caso Ubatuba, 1957;

- Operação Prato, 1977 [veja box na página 7]

- Caso Westall, 1966;

- Noite Oficial dos OVNIs, 1986;

- Incidente em Teerã, 1976;

- Luzes de Phoenix, 1997;

- Caso Antonio Villas-Boas, 1957.

Como você percebe a questão da liberação de documentos sobre OVNI feita por instituições militares de diversos países? O governo de alguma forma estaria preparando a população para algo maior?

Eu vejo como algo inevitável, e sim, estamos sendo preparados para algo maior: o contato definitivo ou a confirmação definitiva de que estamos sendo, há séculos, sendo visitados por seres não-humanos.

Trabalho feito principalmente pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) e pela campanha

05