Revista ALPHA | Page 18

O Programa de Investigação da Força Aérea dos EUA foi lançado oficialmente em 2 de Janeiro de 1948 sob o codinome de “Project Sign”. Foram 243 casos estudados de forma oficial, e com um relatório intitulado “The Estimate of Situation” (Uma estimativa da situação) que foi elaborado pela Air Technical Intelligence Center (Centro de Inteligência de Técnica Aérea). Neste relatório consta esta conclusão: “Discos voadores são provavelmente naves espaciais extraterrestres”. O Chefe do Estado-Maior da USAF (United States Air Force, Força Aérea dos Estados Unidos), Hoyt Vandenberg achou estas conclusões inaceitáveis para a USAF determinar. Ele então ordenou que a Força Aérea encontrasse explicações mais terrenas para os fatos analisados. Logo em seguida, o “Project Sign” se transformou em “Project Grudge”. Foram 244 casos pesquisados, e concluiu-se que: “A maioria dos relatos de objetos voadores não identificados foram resultado de incapacidade de identificação de fenômenos conhecidos, tais como: reflexos em superfícies brilhantes durante o dia ou luzes no céu durante a noite”. Em 1952, ele finalmente se tornou conhecido como “Project Blue Book”. O Projeto Blue Book teve mais de 700 casos reconhecidos como não identificados de um total de 12.000 informes, porém, em 1969 a USAF decidiu (pelo menos de maneira oficial) o encerramento do projeto. Porém, concluiu: “Os UFOs não representam uma ameaça a nação, nem possuem qualquer habilidade tecnológica além do alcance do conhecimento científico”. O objetivo do Projeto Blue Book era determinar se os OVNI eram uma ameaça potencial para a segurança na-

cional. Então, a

informação en-

contrada era di-

vidida entre os

comandos res-

ponsáveis. Os

casos classifica-

dos como "des-

conhecido" era

mantido em sigilo, e aqueles que eram

facilmente explicáveis eram liberados ao público.

Em 28 de Fevereiro de 1960 o primeiro diretor da CIA, Roscoe H. Hillenkoetter quebrou seu silêncio em um comunicado publicado no The New York Times. “É hora de a verdade ser levada em audiências abertas no Congresso. Nos bastidores oficiais da alta patente da Força Aérea, há uma grande preocupação com os UFOs. Mas através de um segredo oficial e ridículo muitos cidadãos são levados a acreditar que OVNI são falsos. Para ocultar os fatos, a Força Aérea tem silenciado seu pessoal através da emissão de um regulamento”.

J. Allen Hynek [no detalhe da foto do canto superior], Assessor Científico do Project Blue, esteve como representante do governo no projeto, sendo assim, tratou de descartar todos os relatos de aparição de UFOs e classificá-los como gás do pântano, alucinações em massa, inversões de temperatura e aviões convencionais, até o ano de 1969. Porém, 4 anos depois ele fundou o CUFOS (Center for UFO Studies, ativo até hoje). Em 1985, antes da sua morte ele revelou que o Projeto Blue Book, de fato tinha enganado o público.

Hynek disse: “Eu estava no Blue Book, e sei o trabalho que eles tiveram. Eles foram orientados a não entusiasmar o público. E eu vi com meus próprios olhos

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