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REVISTA ADMINISTRAÇÃO ESCOLAR | UMA PUBLICAÇÃO DA B. W. CONTABILIDADE
ranking saiu e agora?
As notas do ENEM
É de conhecimento de todos que avaliação é um grande“ abacaxi” que as escolas ainda não sabem descascar. Quando se olha para o fundamental I os boletins mostram que todos os alunos são gênios, todas as notas são muito altas e azuis como o céu; E os mesmos alunos ao se formarem no quinto ano, estes mesmos os“ pratas da casa” ao retornarem das férias para o sexto ano, no sonhado e famigerado fundamental II se mostram muito aquém do esperado. Os professores especialistas do“ Fund II”, entre o riso o choro e a indignação quando falam da nova turma do sexto ano.
Já na outra ponta da escala da escolarização, temos o afamado ensino médio, adolescentes se descobrindo e se apresentado ao mundo e à escola: descobertas, confl itos, sexualidade e tudo o mais desta fase da vida. Agora um novo dilema; a difi- culdade de aprender e ensinar
tudo ao mesmo tempo, provas, trabalhos, seminários e simulados. Tudo isso valendo notas!
Os anos passam e os alunos chegam à reta fi nal, o terceiro do médio( Terceirão); formatura, viagens, indecisões, vestibular e ENEM- Uma correria só!
Com todas essas atividades a escola até parece uma emergência de hospital em dia de carnaval. Todos se formam e é lindo! Choro das mães, fotos nas redes sociais e todos felizes. Sim foi uma loucura, mas no fi nal tudo deu certo.
Será mesmo? Vamos falar das notas.
Sabemos, que os alunos entendem, aprendem e demonstram conhecimento de maneiras diferentes uns dos outros; E as avaliações intra-escolares: provas mensais e bimestrais, verifi cações de aprendizagem, trabalhos e seminários; avaliações comuns do dia a dia, estão muito erradas quando suas notas não mostram tal diferença entre os alunos. Médias altas ou baixas não representam nada se todos os alunos apresentam notas muito semelhantes.
Uma avaliação só é“ verdadeira” quando as notas demonstram a heterogenia da turma, quando ela discrimina os alunos em seus diferentes graus de proficiência dentro do conteúdo avaliado.
Quando sai a nota por escola do ENEM só se surpreenderá com seu desempenho aquela cujas notas de suas avaliações intra-escolares( as do dia a dia) mentiram o tempo todo para professores, pais, alunos e coordenação.
Boas avaliações são aquelas nas quais a média da turma se aproxima da média de aprovação da escola. Em geral 5 ou 6. E com desvio padrão entre 1.5 e 3.5, quanto mais abaixo deste intervalo, mais a avaliação não discrimina a real diferença dos seus alunos. E quanto mais alto além do intervalo, mais difuso será o resultado da avaliação, demonstrando também algo irreal.
Qualquer escola( principalmente as particulares) pode melhorar sua colocação no Ranking, basta seriedade e o estudo das novas técnicas de avaliação e formação de notas escolares. As notas são bons metrificadores de como está a qualidade do nosso ensino. Mas se esse“ termômetro” mede sempre errado é plausível que os alunos“ bem formados” e felizes do nosso Terceirão não fiquem bem colocados nas avaliações externas, como o ENEM e os vestibulares do país. Ter mais e melhores alunos perpassa por como nossa comunidade nos avalia; A escola só vai subir no ranking quando subir internamente o nível de suas avaliações. Dentro da escola, médias altas ou baixas não representam muita coisa, a preocupação tem que ser em produzir avaliações cujas notas sejam mais verdadeiras para nortear nosso trabalho como escolarizadores e bons profissionais de educação. Não é mais uma opção melhorar nossas notas: é melhorar ou morrer. E os rumos que tomam as escolas nesses anos de modernização das avaliações extra-escolares definirão se elas irão encolher ou crescer, se serão desejadas pelos melhores alunos ou não terão mais alunos.
Afinal vivemos em tempos de natalidade em queda livre. Quanto menor o número de nascimentos menor é o número de alunos para todas, gerando uma seleção natural de escolas.
Os rankings estão aí e todos já os reconhecem. A comunidade já espera por eles. Quem nunca ouviu em uma visita de matrícula a seguinte pergunta:“ E como está a escola no ENEM?” Mesmo que a visita seja para fundamental I ou infantil.
Colégios bem colocados nas avaliações externas têm mais alunos, mensalidades mais altas e uma procura maior. A escola deve voltar a estudar e aprender que existem novas ciências para melhorar as suas avaliações.
Avaliar bem faz com que a comunidade nos avalie melhor. É mais eficiente, assertivo e lucrativo para qualquer escola. Avaliando bem a escola será bem avaliada pelos rankings e pela comunidade.
A classificação da escola no ENEM representa uma pequena parte do trabalho da escola, mas a sociedade a julga pelo todo.
Por José Rigoni
Pesquisador e fundador da Vestibulare Educacional, empresa que gerencia, classifica e audita as avaliações intra-escolares de escolas como o Colégio Vértice em São Paulo e o Colégio Santa Mônica no Rio de Janeiro.
Colunista convidado
E-mail: rigoni @ usp. br
Avaliação escolar é uma ciência bem desenvolvida que pode posicionar com poucos recursos a qualidade que a escola demonstra( a comunidade) com as notas do ENEM. A simples medição da relação de média e desvio padrão já pode dizer muito sobre suas avaliações:
- Média alta com desvio padrão baixo = Avaliação fácil
- Média Baixa com desvio padrão baixo = Avaliação difícil demais para a turma
JÁ IMAGINOU SE SUA ESCOLA PUDESSE CONTAR COM ESPECIALISTAS EM DIVERSAS ÁREAS DO DIREITO COM FOCO EM INSTITUIÇÕES DE ENSINO?
( 11) 3 2 28-7 787
Essa é uma minúscula amostra de como avaliar uma avaliação.
As médias de aprovação bimestral ou trimestral devem ser notas ponderadas para que as avaliações eficientes sejam mais valorizadas frente as avaliações malsucedidas.
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