Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 94

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo combate ao imperialismo e pela paz que dominaram a Euro- pa Ocidental e os Estados Unidos. As mulheres denunciaram sua posição simbólica e real de subordinação e dependência no sistema patriarcal e participaram ativamente das mobili- zações pelos direitos à educação igualitária entre os sexos, condições dignas de trabalho, acesso a determinadas profis- sões, valorização do trabalho doméstico e familiar, direito de decidir sobre o próprio corpo e sua sexualidade, entre outras reivindicações que questionam o status quo de uma sociedade patriarcal, capitalista e colonizadora. Juntamente com os movimentos feministas dos anos 60, tivemos e ainda temos a construção do feminismo acadêmi- co, que de acordo com Rago (1998) e Louro (2007), estudiosas feministas buscam explicações científicas para refletir e anali- sar criticamente sobre o próprio movimento feminista e tam- bém criar teorias e metodologias de pesquisas para explicar a sociedade do ponto de vista das/para as mulheres. Nesse sentido, as perspectivas feministas buscam desconstruir prá- ticas consagradas que deixam as histórias das mulheres e dos homens 28 à margem do conhecimento científico. Os estudos feministas e de gênero não pretendem dar todas as respostas, mas vêm contribuindo significativamente para compreender e repensar algumas questões cotidianas cerceadoras da liberdade e equanimidade, e as marcas que a modernidade produziu para impor um sujeito universal, homem, branco, heterossexual, etnocêntrico, entre outras formas de hegemonia e dominação (RAGO, 1998). De acordo com Saffioti (2004), a estrutura de dominação patriarcal se apresenta nas instituições sociais, e às vezes nem percebemos Segundo Margareth Rago, “mais recentemente, a discussão se volta para os próprios homens, também eles excluídos dos campos históricos em benefício da figura ficcional do Homem construído à imagem e semelhança de Deus” (1998, p.95). 28