Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
combate ao imperialismo e pela paz que dominaram a Euro-
pa Ocidental e os Estados Unidos. As mulheres denunciaram
sua posição simbólica e real de subordinação e dependência
no sistema patriarcal e participaram ativamente das mobili-
zações pelos direitos à educação igualitária entre os sexos,
condições dignas de trabalho, acesso a determinadas profis-
sões, valorização do trabalho doméstico e familiar, direito de
decidir sobre o próprio corpo e sua sexualidade, entre outras
reivindicações que questionam o status quo de uma sociedade
patriarcal, capitalista e colonizadora.
Juntamente com os movimentos feministas dos anos 60,
tivemos e ainda temos a construção do feminismo acadêmi-
co, que de acordo com Rago (1998) e Louro (2007), estudiosas
feministas buscam explicações científicas para refletir e anali-
sar criticamente sobre o próprio movimento feminista e tam-
bém criar teorias e metodologias de pesquisas para explicar a
sociedade do ponto de vista das/para as mulheres. Nesse
sentido, as perspectivas feministas buscam desconstruir prá-
ticas consagradas que deixam as histórias das mulheres e dos
homens 28 à margem do conhecimento científico.
Os estudos feministas e de gênero não pretendem dar
todas as respostas, mas vêm contribuindo significativamente
para compreender e repensar algumas questões cotidianas
cerceadoras da liberdade e equanimidade, e as marcas que a
modernidade produziu para impor um sujeito universal,
homem, branco, heterossexual, etnocêntrico, entre outras
formas de hegemonia e dominação (RAGO, 1998). De acordo
com Saffioti (2004), a estrutura de dominação patriarcal se
apresenta nas instituições sociais, e às vezes nem percebemos
Segundo Margareth Rago, “mais recentemente, a discussão se volta para os
próprios homens, também eles excluídos dos campos históricos em benefício da
figura ficcional do Homem construído à imagem e semelhança de Deus” (1998,
p.95).
28