Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 50

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo A necessidade de uma rede de proteção é o grande de- safio dos municípios, que têm que buscar a efetiva operacio- nalização das políticas voltadas para a infância conforme es- tabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A re- de potencializa a atuação mais abrangente e multidisciplinar de um conjunto de atores de diversas instituições que têm o mesmo foco temático na consecução da política de atendi- mento aos direitos da criança e do adolescente. O trabalho em rede, além de aumentar a capilaridade das ações, tem muitas outras vantagens como troca e acúmulo de experiên- cias e de conhecimento, difusão e disseminação para áreas mais remotas. O trabalho em rede deve ser articulado com os trabalhos já existentes. Faz parte dessa rede o atendimento psicológico, social e jurídico. A construção das redes exige: habilidade, flexibilidade e persistência e que as redes devem atuar no sentido de garantir os direitos das crianças e dos adolescentes e deve ser de responsabilidade de vários orga- nismos, tanto governamentais como não-governamentais e em nível federal, estadual e municipal, com diferentes fun- ções, objetivos e formas de ação. (Santos, 2004). Considerações finais Com o crescente aumento da violência e abuso sexual contra as crianças e os adolescentes, muito se tem escrito e falado e muito se tem a refletir sobre o assunto. As ações existentes ainda são deficientes tanto em quan- tidade como em qualidade. Sabe-se que ainda não chegamos a uma reflexão que considere aspectos éticos como a auto- nomia, o respeito, a vulnerabilidade, os princípios da equi- dade e da igualdade, que resguardem a dignidade e a inte- gridade do indivíduo.