Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
A necessidade de uma rede de proteção é o grande de-
safio dos municípios, que têm que buscar a efetiva operacio-
nalização das políticas voltadas para a infância conforme es-
tabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. A re-
de potencializa a atuação mais abrangente e multidisciplinar
de um conjunto de atores de diversas instituições que têm o
mesmo foco temático na consecução da política de atendi-
mento aos direitos da criança e do adolescente. O trabalho
em rede, além de aumentar a capilaridade das ações, tem
muitas outras vantagens como troca e acúmulo de experiên-
cias e de conhecimento, difusão e disseminação para áreas
mais remotas. O trabalho em rede deve ser articulado com os
trabalhos já existentes. Faz parte dessa rede o atendimento
psicológico, social e jurídico. A construção das redes exige:
habilidade, flexibilidade e persistência e que as redes devem
atuar no sentido de garantir os direitos das crianças e dos
adolescentes e deve ser de responsabilidade de vários orga-
nismos, tanto governamentais como não-governamentais e
em nível federal, estadual e municipal, com diferentes fun-
ções, objetivos e formas de ação. (Santos, 2004).
Considerações finais
Com o crescente aumento da violência e abuso sexual
contra as crianças e os adolescentes, muito se tem escrito e
falado e muito se tem a refletir sobre o assunto.
As ações existentes ainda são deficientes tanto em quan-
tidade como em qualidade. Sabe-se que ainda não chegamos
a uma reflexão que considere aspectos éticos como a auto-
nomia, o respeito, a vulnerabilidade, os princípios da equi-
dade e da igualdade, que resguardem a dignidade e a inte-
gridade do indivíduo.