Reflexões sobre Educação Volume 1 | Page 106

Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo realidades que nos legaram nossos predecessores, para esta- belecer compromissos com as gerações futuras. A interven- ção do ser humano no seu meio e em si, portanto, pode tri- lhar uma sustentabilidade capilar, em redes, buscando equi- líbrio solidário, diante à destruição e o progresso fútil. Propi- ciando diálogo e permeabilidade com a sabedoria das tradi- ções, através da consecução da participação crítica e pruden- te, criativa, articuladora e responsável. O pensamento, o so- nho e o sensorial podem ilimitadamente, de maneira exausti- va, buscar a criação de condições de generalização de bem- estar, de não opressão, de minimização de impactos em cada organização social. Segue a concepção multidimensional e complexa a guiar os fluxos dos projetos socioambientais pru- dentes, os conflitos não mascarados por uma paz abstrata, metafísica para referenciar a educação. Nesta direção, invis- ta-se na recusa de uma espiritualidade baseada no medo e no egoísmo, na salvação individual da alma para um mundo perfeito quimérico, limitando o desenvolvimento de uma condição humana íntegra. E, dessa forma, tecer redes que se expandam para um horizonte comum baseado em conexões agregadoras. Referências FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997. FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: Um reencontro com a pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2003. ODUM, Eugene. Ecologia. Rio de Janeiro: Interamericana, 1985. REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental? São Paulo: Bra- siliense, 1994. REIGOTA, Marcos. A Floresta e a Escola: por uma educação am- biental pós-moderna. São Paulo: Cortez, 1999.