Secretaria Municipal de Educação, Cultura, Desporto e Turismo
realidades que nos legaram nossos predecessores, para esta-
belecer compromissos com as gerações futuras. A interven-
ção do ser humano no seu meio e em si, portanto, pode tri-
lhar uma sustentabilidade capilar, em redes, buscando equi-
líbrio solidário, diante à destruição e o progresso fútil. Propi-
ciando diálogo e permeabilidade com a sabedoria das tradi-
ções, através da consecução da participação crítica e pruden-
te, criativa, articuladora e responsável. O pensamento, o so-
nho e o sensorial podem ilimitadamente, de maneira exausti-
va, buscar a criação de condições de generalização de bem-
estar, de não opressão, de minimização de impactos em cada
organização social. Segue a concepção multidimensional e
complexa a guiar os fluxos dos projetos socioambientais pru-
dentes, os conflitos não mascarados por uma paz abstrata,
metafísica para referenciar a educação. Nesta direção, invis-
ta-se na recusa de uma espiritualidade baseada no medo e no
egoísmo, na salvação individual da alma para um mundo
perfeito quimérico, limitando o desenvolvimento de uma
condição humana íntegra. E, dessa forma, tecer redes que se
expandam para um horizonte comum baseado em conexões
agregadoras.
Referências
FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à
prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da esperança: Um reencontro com a
pedagogia do oprimido. São Paulo: Paz e Terra, 2003.
ODUM, Eugene. Ecologia. Rio de Janeiro: Interamericana, 1985.
REIGOTA, Marcos. O que é educação ambiental? São Paulo: Bra-
siliense, 1994.
REIGOTA, Marcos. A Floresta e a Escola: por uma educação am-
biental pós-moderna. São Paulo: Cortez, 1999.