Com muito trabalho e ajuda de amigos e familiares, Marta conseguiu juntar 360 reais e viajou para o Rio de Janeiro com apenas 14 anos. Sem certeza se aquilo daria certo, mas com muita determinação, a jovem saiu de casa para fazer testes no Vasco da Gama e no Fluminense. Seu talento logo despertou atenção do primeiro time, que nos primeiros minutos de teste já percebeu a garra e maestria da garota com a bola.
Após ganhar um campeonato pelo Vasco, a jogadora foi convocada para a Seleção Brasileira sub-19. Em menos de dois anos acabou sendo convocada também para a seleção principal, e aos 16 anos já jogava pelas duas categorias.
Um dos momentos mais importantes chegou aos 17 anos, a primeira medalha de ouro. Diante de todas as barreiras que eram impostas à ela, e com apenas 3 anos de carreira profissional, Marta disputou os Jogos Pan-Americanos e subiu ao pódio para receber a medalha de ouro. Em 2004, foi prata nos Jogos Olímpicos. E nesse mesmo ano, após passar por algumas transações internas do clube, a jogadora foi contratada pelo Umeå IK, da Suécia. Foi jogando pelo time sueco que Marta conquistou a Liga dos Campeões de Futebol Feminino da UEFA.
Em 2006, um dos momentos mais importantes de sua vida, ganhou pela primeira vez o título de melhor jogadora de do mundo. Em 2007, na Copa do Mundo de Futebol Feminino, Marta Silva foi a vencedora da Bola de Ouro e levou o Brasil à segunda colocação no campeonato. E logo após, em 2008, foi contratada pelo time americano Los Angeles Sol, onde foi artilheira da liga nacional.
Conquistando destaque nacional e cada vez mais espaço no mundo da bola, Marta voltou ao Brasil em 2008, emprestada para o time do Santos, onde conquistou a vitória na Copa Libertadores Feminina e na Copa do Brasil. A partir de então Marta começou a trilhar uma grandiosa carreira internacional. Em 2010 voltou para o Santos, mas sua atuação sempre teve mais destaque fora do país. Passou por grandes time, como FC Gold Pride, New York Flash, Tyreso e o seu clube atual, Orlando Pride.
Não é a toa que a jogadora é conhecida como “Rainha Marta” e “A melhor do mundo”. Ao longo de sua carreira, a alagoana fez história no futebol mundial. Em 2006 encheu o país de orgulho ao ser eleita a melhor jogadora de futebol do mundo, orgulho esse que se espalhou pelos anos de 2007, 2008, 2009, 2010 e por último 2018.
Indicada 14 vezes ao prêmio por conta das boas performances tanto pelo Orlando Pride quando pela Seleção, a brasileira se tornou a maior vencedora, entre as categorias masculina e feminina, ultrapassando Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, ambos com cinco troféus.
Sua força de vontade para mudar o cenário do futebol feminino e a igualdade de gêneros, trouxe a tona conquistas que vão além do esporte. Em 2010 foi nomeada Embaixadora da Boa Vontade do Programa de Desenvolvimento da ONU.
Alguns anos depois, em 2018, foi escolhida como embaixadora da ONU, recebendo o título de Embaixadora dos direitos das Mulheres no Esporte, tendo como principal objetivo promover a igualdade de gênero e o empoderamento feminino.
Em 2015, outro recorde marcante na vida da jogadora: Marta se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de futebol feminino, com 15 gols. No mesmo ano em que se tornou a maior artilheira da seleção brasileira, completando 117 gols. A rainha Marta superou o superou o Rei Pelé, que tem 95 gols marcados com a camisa da seleção.
Em 2018, Marta deixou a marca dos pés em um molde para ser exposto no Museu do Maracanã, os únicos pés de mulher no hall da fama do estádio. O mesmo tinha acontecido em 2007, mas a placa de gesso com a marca dos pés da jogadora sumiu misteriosamente.
Além dos troféus de melhor jogadora do mundo, Marta tem cinco medalhas. As duas de ouro, que ganhou quando conquistou nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007. As outras três são de prata: uma nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, outra na de Pequim, em 2008, e a terceira na Copa do Mundo de 2007, na China.
Os comentários das pessoas me deixavam realmente triste, mas nunca até o ponto de não querer mais jogar futebol
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SEIS VEZES MELHOR DO MUNDO
RECONHECIMENTO DENTRO E FORA DO CAMPO