o comércio entre os países quase dobrou, mesmo com a queda de 21% no comércio exterior
bilateral em 2014, frente a 2013.
Em 2014, o Brasil foi o maior parceiro argentino
em ambas as vias comerciais, com participação
de 20% nas exportações (US$ 13,9 bilhões) e 22%
nas importações argentinas (US$ 14,2 bilhões).
A principal categoria vendida pela Argentina ao
Brasil foi a de produtos industrializados (89%),
com destaque para as indústrias automotiva,
química e alimentícia. Por sua vez, a Argentina foi
o terceiro principal parceiro comercial do Brasil,
sendo destino da mesma participação (6%) das
exportações e das importações (US$ 14 bilhões).
Vale destacar que 92% das exportações do
Brasil para a Argentina são produtos da indústria da transformação, principalmente nos
setores: automotivo, químico e metalúrgico. A
Argentina é o segundo principal destino da indústria da transformação brasileira, atrás apenas
dos Estados Unidos.
Já na parceria com o estado do Rio, que é
o segundo estado brasileiro em comércio exterior, a Argentina foi 9º parceiro comercial nas
exportações (3,6% e US$ 823 milhões) e nas
importações (2,8% e US$ 606 milhões) em 2014.
As vendas para o país vizinho foram, principalmente, de produtos da indústria automotiva.
O mercado argentino foi destino de 69% dos
embarques desse segmento, destaque também
para os produtos químicos e para a indústria de
borrachas e materiais plásticos. Os segmentos
de automotores e de químicos também são relevantes nas importações do estado do Rio com
origem argentina.
Recentemente, o Centro Internacional de
Negócios do Sistema FIRJAN lançou a 3a edição
do Diagnóstico do Comércio Exterior do Estado
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Revista CECBARIO
Em 2014, o Brasil foi o maior
parceiro argentino em ambas
as vias comerciais, com
participação de 20% nas
exportações (US$ 13,9 bilhões)
e 22% nas importações
argentinas (US$ 14,2 bilhões).
do Rio de Janeiro. Na pesquisa, que elenca os
principais entraves das empresas fluminenses
no comércio exterior, países do Mercosul lideraram novamente as indicações entre os que
mais sofrem dificuldades no processo de exportação. A Argentina foi citada em primeiro lugar
e a Venezuela em terceiro (os Estados Unidos
ficaram na segunda colocação). Esse resultado
demonstra a necessidade de aperfeiçoamento
operacional do Mercosul, uma vez que acordos
comerciais também pressupõem a facilitação do
comércio entre os membros.
O comércio entre Brasil e Argentina é pautado, principalmente, nas linhas tarifárias dentro
dos acordos (ACE14 e MERCOSUL), sendo que
o funcionamento adequado do acordo é fundamental, sem que barreiras não tarifárias afetem
o comércio. Nesse sentido, é imprescindível
o imediato resgate da agenda econômica do
Mercosu ]YH