dizem por aí...
Trevisan e fomos descendo a Presidente Faria. Chegamos
na academia, encontramos a Maria e voltamos. Continuamos
descendo pela rua Marcos Cardoso, a iluminação era meio
fraca e a rua estava deserta.
Pior ficou quando passamos pelo local onde ocorreu o
caso Tayná. Minha irmã e eu ficamos olhando para o fundo
da mata atrás do portão. Mayra estava ocupada vendo seus
aplicativos no celular e nem se importou. Maria cochichou que
lamentava muito pelo que aconteceu e temia que acontecesse
o mesmo com ela. Nós estávamos juntas, andando do lado da
rua em que havia casas, mal tínhamos coragem de atravessar
por causa do sombrio matagal do outro lado.
Estávamos há uma quadra da minha casa, mas logo
percebi que havia uma figura. Contei para minha irmã e
ela avisou as amigas. Mayra no mesmo segundo guardou o
celular no bolso. A ansiedade estava matando. Eu e minha
irmã estávamos começando a chorar, Mayra estava fazendo
mil preces, mas Maria não, estava rígida, esperando algo
acontecer. Isso era estranho vindo de alguém que minutos
antes estava se lamentando por um assassinato.
E então aconteceu, a figura estranha se esticou,
agarrou o braço da minha irmã, que soltou um grito e
alarmou todas nós. O assaltante apontou uma faca para ela,
mas algo inesperado aconteceu. Além de gritar ou falar algo,
ele soltou um murmúrio (ou um cacarejo) “nmphén mi”. Me
virei para minha irmã e falei:
– Mas heim? - ele ficava murmurando como se
tivesse algum problema.
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