PROJETO OVNI - PORTUGUÉS Projeto Ovni português | Seite 62

Insinuamos também que o “criador” deste universo (mal chamado criador, segundo as tradições primordiais, já que, na realidade, seria um cosmocrator ou demiurgo, simples ordenador da matéria, que não teria sido criada por ele) não está só, como única potestade, operando todas as variáveis, desde um só centro; a chegada de uma raça extradimensional e sua posterior queda, mediante traição, a fim de aproveitar sua contribuição volitiva para acelerar a evolução do hominídeo terrestre, apresenta um sério dilema, já que esta traição original teria sido propiciada por alguns de seus chefes, em troca de ter um lugar privilegiado para operar no mundo material junto ao criador. Isto quer dizer que, além dos que ficaram para liberar o espírito, haveria uma facção que busca perpetuar o encadeamento e evitar a todo custo sua liberação do mundo das formas. O poder destes eons ou arcontes, como se chamam os traidores, seria, pois, enorme, porque contam com o consentimento do criador, e consequentemente com todo seu apoio. Assim apresentadas as coisas, eles tinham a “frigideira na manga”, já que, ao dominar a variável do encadeamento, do qual depende a evolução da criatura mais cara ao demiurgo, seu hominídeo, estão empoderados para operar com discrição no mundo criado, a partir de uma morada ou esfera superior, conhecida pelas tradições iniciáticas como Chang Shambala, a contraparte, se preferir, de Agartha ou o Walhalla dos liberadores. Chang Shambala ou Nova Jerusalém Vimos já que as linhagens humanas que levam o sinal do encadeamento são luciféricas, principalmente aristocráticos e guerreiros. Também vimos que estas linhagens heréticas têm nas castas sacerdotais e povos do pacto cultural que as secundam, seus mais amargos adversários. É por isso que, assim como os liberadores assinalam para os heróis um caminho para o Walhalla, os traidores assinalam para seus acólitos um caminho que conduz a Chang Shambala. Aquelas religiões que adoram o demiurgo, que promovem uma conduta passiva de amor ao mundo da matéria, que sinalizam o comunismo igualitário do rebanho como um bem, às custas do ego, quer dizer, da individualidade, pintando-a de pecado e proibindo sua legítima liberdade de expressão; que advogam por uma paz corrupta antes do que uma guerra justa; que proíbem a veneração de nossas deidades ancestrais; que secundam a proscrição dos nacionalismos; que afirmam um “povo eleito” do demiurgo, em sua pretensão de reinar e governar o mundo acima de todas as demais nações da terra; que apregoam a pobreza de espírito, dando a outra face como única moral; enfim, todas elas, não se duvide, são guiadas e dirigidas desde Chang Shambala.