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significado por trás do símbolo de Walhalla, que, por sua vez, nos permitirá
vislumbrar a estratégia dos iniciados da Thulegessellschafft.
A Muralha Estratégica.
Desde logo, é muito difícil representarmos a natureza de um ser
extradimensional, que se encontra fora das leis temporais e espaciais do
universo conhecido. Mas devemos fazer o esforço, já que a compreensão que
possamos extrair desta dedução nos será de muita utilidade, para melhorar a
visão desta tremenda trama.
Afirmamos que um ser extradimensional não está sujeito às leis do tempo e
espaço, goza de um estado de liberdade total. Se este ser atravessa o umbral
do universo material, imediatamente sentirá perigo, quer dizer, determinação, e
se decide ingressar, o fará revestido de hostilidade; recoberto, escudado,
guarnecido; devemos tomar por certo que este ser transita em uma esfera
superior, na qual seu estado é divino, indeterminado, puro espírito.
É, com toda propriedade, um Deus, é pois infinitude; revestido de hostilidade,
escudado nela, nada nem ninguém poderia obrigá-lo a participar da
determinação do universo material contra sua vontade; daí que a tradição
sinalize que foi enganado, ou se quiser, traído, para baixar voluntariamente sua
guarda, abrir uma fenda em sua compleição hostil, que seria a causa que
precipitou sua queda daquela esfera superior na qual transitava, às dimensões
inferiores submetidas à determinação legal do mundo material. Dizemos, então,
que aquele Ser Espiritual cometeu um erro estratégico que o acorrentou ao
mundo das formas.
E essa é a herança ancestral das raças humanas que descendem dos “caídos”,
e que levam sua marca do acorrentamento. Sentem que estão em um mundo
onde o perigo ameaça ao seu redor, em todas as partes, detrás de todos os
âmbitos e contextos, de todos os atos que realizem, tem a certeza do efeito
consequente da determinação material, a dor. Aqueles que sentem em seu
sangue, no mais íntimo de seu ser, esse brotar da recordação original do
encadeamento ao qual foram submetidos, atualizam o PRINCÍPIO DO CERCO,
ou muralha estratégica, o estado primigênio do Ser Espiritual, antes de
protagonizar a queda.
Ainda que pareça que especulamos, a explicação que oferecemos a respeito
parece-nos extremamente lógica para induzir uma realidade metafísica.
Recordemos que a gesta de Navutan foi, justamente, ter se liberado. Se
refletimos um pouco mais sobre o mito, deduziremos que essa liberação foi
coletiva, em seu momento; Navutan ensinaria as runas aos arianos, a aplicação
do princípio do cerco permitiria a muitos iniciados ganhar um tempo e espaço
fora das determinações materiais, necessárias para lograr o conhecimento das
runas, recordar a língua primigênia, e contatar com aqueles que se liberaram ou
que nunca foram encadeados e que os continuam aguardando em uma esfera
superior devidamente amuralhada; chegamos assim ao princípio de Walhalla,
que seria uma praça liberada do universo material, onde, como sustentam as
tradições nórdicas e germânicas, estão instalados os “deuses libertadores”,
chamados nas sagas de Berserkers e Valquírias.
Afirmamos que a importância do mito da Virgem de Agartha e seu menino de
pedra Navutan ou Wotan, consiste em recordar-nos de que existe uma