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A visão do homem em Chiara Lubich é eternamente amado na indissolubilidade do mesmo Amor, no Espírito Santo. É, portanto, no Filho que, desde a eternidade, Deus protege todo o verdadeiro projeto para o homem; é Nele que Ele o contempla e, mediante Ele, numa renovada efusão de amor e de vida, age livremente no tempo, como que projetando para fora de si infinitas modulações, “infinitos tons” – diz Chiara, com intensa penetração sapiencial – de uma única Palavra que Ele pronuncia e na qual o Filho é gerado: Amor (cf. Lubich, 1996, p.160). Nessa luz, todo homem apresenta-se aos nossos olhos como expressão única e que não se repete da infinita riqueza contida naquela única Palavra-Amor, Palavra, portanto, que revela o seu verdadeiro ser e, com este, o seu desígnio. O chamado ao amor Se o homem foi criado à imagem do Amor, compreende-se porque ele encontra inscrito no profundo do próprio ser um chamado que o impele a amar, fazendo ele entrever que somente pelo dom de si ele poderá realizar-se. É o chamado a ser – como diz Chiara com belíssimas imagens – “uma pequena chama dessa Chama infinita” (Idem, 1983a, p. 25), a resplandecer como “pequenos sois junto do grande Sol” (Idem, 1983b, p. 50), a ressoar na terra como eco de amor ao Pai: amor que responde ao Amor. Então somos, então existimos como filhos Daquele que é o amor. Por isso, podemos dizer que cada um de nós alcança sua plena identidade no ato de doar-se e que nossa existência alcança sua plenitude de sentido no momento em que se doa. Nesse sentido expressou-se, muito tempo atrás, Jacques Maritain, ao definir o núcleo ontológico da pessoa como “totalidade secreta que contém a si mesma e a própria fonte, e que superabunda em conhecimento e em amor, alcançando, somente mediante o 23