Portuguese Lighting Magazine Issue 23 | Page 13

Portuguese Lighting: Com mais de 17 anos de história, como nasce a Mambo e o que levou à sua criação?

Isabel Torres: É uma história longa e complexa, mas talvez possa resumir, naqueles fatores que foram decisivos para o nascimento da Mambo.

Na verdade, sempre tive uma vontade férrea em ter uma marca própria onde pudesse explorar a minha estética. Os conhecimentos de marketing e gestão que adquiri na minha primeira atividade comercial como gestora de produto numa multinacional, bem como as minhas viagens, que desde cedo comecei a fazer, sobretudo pelo hemisfério sul, ajudaram-me a lançar a 1ª coleção de tapetes que desenhava e mandava fazer na Índia .. sem internet. Como correu bem despedi-me e criei a Mambo.

Portuguese Lighting: A empresa brinda o mercado com diversas marcas, descreva-nos um pouco cada uma delas.

Isabel Torres: A primeira marca e a mais antiga, a Mambo Unlimited Ideas, funcionou até uma certa altura como um LAB, onde desenhámos e produzimos produtos para testar no mercado. Talvez por isso, sempre tivemos uma grande liberdade na expressão estética. Arrojávamos sem "medos" nas formas, nas cores e em materiais inusitados, mas nunca fugimos do nosso ADN. Os candeeiros que íamos criando bem como as cerâmicas tiveram tanto sucesso que ganharam espaço para se individualizarem enquanto marcas.

Assim, nasceu a UTU Lamps que tem como elemento dominante a utilização da cor. Hoje conta com mais de 80 referências, onde cada item pode utilizar mais de 4 cores.

A Theia Tiles tem um conceito forte, fabricamos em processos ancestrais com um design inovador tridimensional para usar em revestimento.

Finalmente a Dooq Details nasceu de uma necessidade de criarmos "art pieces" com a nossa estética sem nos preocuparmos com a dimensão do custo.

Portuguese Lighting: E as suas mentoras? Fale-nos um pouco sobre o vosso percurso e o que vos motivou a entrar nesta aventura.

Isabel Torres: A Claudia Melo quando acabou a licenciatura em Design de Produto viajou durante 1 ano e quando voltou vinha cheia de ideias. Foi com a vinda dela que criámos a primeira coleção de mobiliário que acabou por ser um sucesso por ser tão diferente. As nossas inspirações eram os anos 60, numa altura em que os móveis eram retos, aborrecidos e feitos em madeira wengue.

A Leonor licenciou-se em Design de Moda, em Londres, e acabou por estar 7 anos entre Antuérpia e Florença a trabalhar no setor. A vinda dela trouxe -nos muita inovação quer na metodologia de trabalho quer nas ideias desconstrutivas que assentam na perfeição no nosso DN.

"(...) não queremos fazer mais do mesmo, queremos inovar e enriquecer o mundo da iluminação e do design de interiores."

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