ATUALIDADE
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namorada de sempre que ficou em Lyon, as novas pessoas que vão aparecendo e de como o próprio se vai descobrindo na liberdade que ganhou. É ver os primeiros anos da vida adulta em grande formato, sempre de forma sensível e sem exageros. Sublime.
Betty They Say I am Different
O funk na América dos anos 70 tem necessariamente inscrito o nome e a voz de Betty Davis. Muitos conhecem-na pela ligação a Miles Davis, mas posso garantir que Betty é muitíssimo mais do que isso. É mais do que uma cantora e intérprete com uma grande proximidade ao movimento de luta pelos direitos dos negros. É uma mulher que redefine os padrões do normal e do aceitável. Acabamos o documentário, que não é perfeito nem muito polido visualmente, a querer ouvir em loop Betty Davis e, mais do que isso, a repensar aquilo somos.
Sara
Bruno Nogueira chegou a uma altura da vida em que se pode dar ao luxo de escolher em que projetos quer participar e, mais do que isso, em que tem a possibilidade de fazer os seus próprios. Partindo da premissa૾e se uma atriz de drama, normalmente escolhida para personagens demasiado trágicos, deixasse de conseguir chorar? O que acontece?૿. Bruno pensa em Beatriz Batarda e fá-la Sara, a atriz que não consegue chorar. Sempre em meta-discurso muitíssimo bem construído, vamos conhecendo as dificuldades e exigências da profissão, cruzando constantemente a linha do drama e da comédia. A primeira sessão no IndieLisboa esgotou tão rapidamente que foi criada uma segunda, no último dia de festival, também cheia. A série chega em outubro à RTP, por favor, não percam.