Definir o IndieLisboa apenas como o festival de cinema independente de Lisboa é redutor. Durante dez dias, a cidade tem eventos espalhados por todos os cantos. Não falamos apenas de filmes de planos longos e poucos diálogos, falamos sim de muitas atividades, desde conversas, debates oufestas sobre os mais variados temas, para todas as idades. São cerca de 12 categorias nas quais se divide o festival, de curtas a longas metragens, documentários, séries e uma programação de excelência que este ano homenageou Lucrecia Martel e Jacques Rozier, como os heróis independentes. Assim, e na impossibilidade de me multiplicar por todos os sítios festival, e não podendo estar em todas as sessões, nem podendo escrever sobre todas elas, aqui seguem uma curta e uma longa metragem, um documentário e um episódio de uma série que passaram pelo festival e que valem a pena ver:
Amor, Avenidas Novas
O filme de fim de curso de Duarte Coimbra, produzido pela Escola Superior de Teatro e Cinema, junta os amigos e conta-nos a história de uma Lisboa cheia de turistas num verão quente. Mas mais do que a repetida crítica à gentrificação, dá-nos a conhecer Manel – também conhecido como Primeira Dama –, a sua história de amor pela Rita, e um colchão que percorre a cidade. A música é da Lena d’Água – cuja ligação ao Primeira Dama não é nova –e tem ainda as Pega Monstro. No geral, é um filme simples echarmoso que fica bem em noites de verão.
Mes Provinciales
A primeira sessão do ano na Culturgest abriu com Jean-Paul Civeryac, com o próprio cineasta presente na sala e a afirmar ter feito este filme para si. Trata-se de um retrato de um jovem aspirante a cineasta que deixa a terra natal para estudar cinema em Paris, na famosa escola Paris 8. Ao longo das duas horas, vamos acompanhando Étienne pelos desafios da nova cidade que o apaixona e devora na mesma medida, pelos anos de estudante, a perda de ligação à namorada de sempre que ficou em Lyon, as novas pessoas que vão aparecendo e de como o próprio se vai descobrindo na liberdade que ganhou. É ver os primeiros anos da vida adulta em grande formato, sempre de forma sensível e sem exageros. Sublime.
ATUALIDADE
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E o IndieLisboa 2018? Pois, está tudo aqui.
Beatriz Rodrigues