Falar em desenvolvimento exige a compreensão da necessária
superação do predomínio do econômico e da articulação entre as
políticas sociais entre si e destas com as políticas econômicas.
Pedimos licença para relembrar os anos 90, quando floresceu o
pensamento crítico em relação à supremacia do econômico sobre o
social, citando trechos contidos no Informe da Comision Latinoa-
mericana y del Caribe sobre Desarrolo Social (Cepal, 1995).
“Derrotar a pobreza, o desemprego, a marginalidade social é
[ ... ] a maior tarefa para a América Latina e o Caribe. Nesta tarefa,
há espaço para todos: Estados, sociedade civil, empresários, tra-
balhadores, ONGs e os próprios afetados. Esta tarefa tem custos,
que devem ser assumidos sobre as bases da justiça e da solida-
riedade”. “O vigor [ ... ] reside na população que deseja alcançar
plenamente a dignidade cidadã. De população à cidadania. Neste
processo indispensável, a cultura se acercará da política, a criativi-
dade da economia e a pobreza da prosperidade. Uma prosperidade
modesta, democrática, civilizada, memoriosa.... Contribuamos, a
partir de nossa experiência social, intelectual, artística e jurídica a
um mundo cada vez mais problematizado, mais inédito, mais per-
plexo ante o que deixa para atrás e o que ainda não percebe. A
cultura fluida latino-americana tem raiz histórica, porém, também
tem promessa auroral” ... e muita esperança.
Assistência Social: dilemas e desafios
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