agrotóxicos, ao dar facilitações no código de trânsito, ao combater
reservas ambientais e terras indígenas.
Outro aspecto importante e deveras preocupante é o que se
refere à política externa brasileira sob o comando do embaixador
Ernesto Araújo, o qual tem assumido um comportamento inteira-
mente alheio ao do Itamaraty, que sempre foi de independência,
de abertura e de diálogo. Suas declarações têm sido de condena-
ção ao “globalismo” em nome de uma “Pátria soberana”, baixando
a cabeça para países poderosos (como os EUA), hoje comandado
por uma cabeça fora de órbita, e deixando de lado a construção
de um sistema internacional mais cooperativo e sustentável, livre
de muros e barreiras ideológicas. Registre-se o absurdo que foi o
presidente Bolsonaro, logo no início do seu mandato, ter prome-
tido transferir a embaixada brasileira de Tel Aviv para Jerusalém,
cidade historicamente disputada por judeus e palestinos, malu-
quice que efetivamente não ocorreu.
Este tempo sombrio em que estamos mergulhados é reve-
lado, sob seus vários ângulos, pelos autores de ensaios e artigos
que compõem algumas das principais seções desta 53ª edição da
nossa querida revista, que completará seu 19º ano de existên-
cia em dezembro próximo. Dentre os comentaristas destacam-se
Luiz Werneck Vianna, Marco Aurélio Nogueira, Daniel Aarão Reis,
José Antonio Segatto, Sergio Augusto de Morais e Paulo Cesar
Nascimento.
No mais, há outros instigantes trabalhos nas outras seções,
como no que diz respeito à competitividade nos casos do agrone-
gócio e da indústria manufatureira, de Amilcar Baiardi; à crise da
macroeconomia, de André Lara Resende; ao enfrentamento da
mobilidade urbana, de Mauricio Costa Romão; Assistência social:
dilemas e desafios, de Denise Paiva; ao Nordeste, que mudou
mas continua no mesmo lugar, de Sergio Buarque; ao caminho
democrático para a democracia, de Raimundo Santos; e muitos mais.
Boa leitura e um abraço fraterno!
Os Editores